Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A  enxurrada que destruiu casas e matou 18 pessoas em Presidente Getúlio está prestes a completar seis meses , mas no município o terror vivenciado naquela madrugada jamais será esquecido. Como forma de homenagear as vítimas e também os profissionais que atuaram nos resgates, a Companhia de Dança do Centro Municipal de Cultura fez uma coreografia lembrando a tragédia. Além do cenário marcado por terra, a música encenada também contém trechos de depoimentos que mostram o desespero dos moradores diante da força das águas.

A professora Mayara Andrade Odorizzi conta que a coreografia foi iniciada em março e a maior dificuldade foi colocar a ideia em prática. “Foi bem desafiador colocar em prática. Então, contei aos alunos a ideia, ao meu diretor Ronildo e aos colegas de trabalho, os professores do Cemuc. Expliquei como eu gostaria de estar realizando a montagem coreográfica e abri espaço para todos trazerem ideias já que com várias cabeças pensando as coisas fluem melhor. O objetivo principal da coreografia foi homenagear as vítimas da enxurrada que nos deixaram de uma forma tão triste e catastrófica”, explica.

Ela diz que com a coreografia o grupo pode prestar também uma homenagem a todos os envolvidos na tragédia. “Com ela lembramos os bombeiros que realizaram um trabalho sensacional, o povo getuliense que não mediu esforços para ajudar uns aos outros, a população das cidades do Alto Vale por colocar a mão na massa e por fazerem muitas doações, a imprensa que veio registrar esse acontecido e a atual administração que está realizando ainda a limpeza e reconstrução da cidade. Juntos, com força e união estamos nos reerguendo e devagar superando tudo isso e através da arte da dança expressamos toda essa emoção e também tristeza que sentimos naquela noite”.

O diretor de Cultura de Presidente Getúlio, Ronildo Garcia, destaca que através da arte também foi possível mostrar a superação da cidade. “Por mais que isso tenha sido uma tragédia, precisamos manter essalembrança, como forma de seguirmos em frente. O povo getuliense mostrou sua força e união nesse momento tão difícil, se abraçando e reconstruindo a cidade, nossa forma de registrar, foi através da arte que pode ser conferida na coreografia ‘Sonhos Perdidos’ da Cia de Dança Cemuc”.

O vídeo com a coreografia foi apresentado em primeira mão na mostra de dança virtual da Expofeira Estadual do Leite e pode ser conferido nas redes sociais da prefeitura.  Agora a coreografia também será inscrita em festivais de dança online. “Queremos que essa coreografia possa rodar o mundo”, finaliza Ronildo.