Política

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O deputado estadual Coronel Mocellin (PSL) cumpre agenda no Alto Vale nesta quinta e sexta-feira. Na região ele ouve principalmente as demandas do setor de segurança pública em visitas a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de diversas cidades liberando recursos para compra de viaturas. Na visita ele também falou sobre os planos políticos para 2022 e revelou a possibilidade de mudança de partido.

Outra emenda liberada no Alto Vale foi para o Hospital Samária no valor de R$ 300 mil. O dinheiro será utilizado para a construção de uma nova lavanderia que é o primeiro passo para que o projeto de ampliação da unidade possa ser colocado em prática como explica o diretor Roberto Ferrari. “Nosso objetivo principal  é a ampliação da clínica de saúde mental e para que a gente consiga fazer esse projeto  final precisamos realizar algumas alterações e uma delas é realocar a lavanderia e a cozinha  e refeitório dos funcionários então esse recurso de R$ 300 mil trazidos pelo deputado é o passo inicial que nos ajuda de forma decisiva”.

Durante os dois dias o deputado ainda esteve em Rio do Sul, Ituporanga, Taió, Pouso Redondo e Trombudo Central.  Para o Corpo de Bombeiros Militar de Pouso Redondo ele liberou uma emenda no valor de R$ 300 mil para aquisição de um chassi para o Auto Bomba Tanque (ABTR). O mesmo valor será repassado para a corporação de Rio do Sul como apoio financeiro para aquisição de uma viatura.

“Na região também pudemos ouvir as demandas dos prefeitos de Agronômica e Trombudo Central que solicitaram recursos para a pavimentação de um trecho de cerca de quatro quilômetros entre os dois municípios. Recebemos uma série de demandas e algumas conseguimos atender, mas outras que são de valores mais altos, como essa pavimentação, levamos ao Governo do Estado. A função do parlamentar é ouvir e abrir portas”, disse.

Ao falar da segurança pública, área em que atuou inclusive como comandante-geral do Corpo de Bombeiros de SC por alguns anos, o deputado declarou que além da falta de recursos e efetivo a principal dificuldade do setor é a própria legislação brasileira. “Os policiais muitas vezes ficam desmotivados pelo fato de prenderem um delinquente até 80 vezes e ele continuar solto. Pior ainda é quando ele prende em flagrante por um crime e na audiência de custódia o criminoso  recebe a liberdade e o policial acaba respondendo a um inquérito, uma realidade de uma em cada dez prisões que o PM faz. Ele ainda tem que pagar advogado por conta própria  então entendo que o sistema precisa ser mudado, temos que alterar a legislação penal”, opinou.

Planos políticos para 2022

Questionado sobre sua possível saída do PSL, a exemplo do que anunciou esta semana o governador de Santa Catarina Carlos Moisés da Silva, Mocellin declarou que fica na sigla pelo menos até a janela partidária. “Eu devo concorrer a deputado federal, mas ainda não tenho a minha convicção de por qual partido. Temos que ver todo o alinhamento político junto ao Governo do Estado e aguardar qual será o caminho do próprio governador. Gostaria de ficar no PSL que é um partido que tem recursos, tempo de televisão, mas devido a alguns problemas internos estamos analisando a possibilidade de mudar”, finaliza.