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Foto: Divulgação/ilustrativa

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

A CPI formada por cinco vereadores da Câmara de Rio do Sul que buscou apurar o envolvimento de servidores públicos com possíveis fraudes nos recursos da Secretaria de Saúde do município deve votar nessa quinta-feira (17) pelo encerramento da investigação.

Os cinco vereadores que fazem parte da CPI que foi criada após a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) no mês de julho desse ano, devem se reunir nessa quinta para fechar o ano da Câmara de Vereadores com o encerramento da investigação. Fernando Cesar Souza, James Rides da Silva, Mario Sergio Stramosk, Francisco Goetten de Lima e Marcos Savio Zanella fazem parte da CPI.

O relator do processo de investigação, vereador Marcos Savio Zanella, explica que a criação da CPI se deu por falta de informações relevantes na época do ocorrido já que as informações colhidas seguiam em sigilo. “A gente teve que solicitar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) essas informações e isso levou mais de 60 dias para chegar para a gente. Quando liberaram essas informações tivemos acesso ao caderno de investigação do Gaeco que deu conta do envolvimento de funcionários públicos municipais, só que não havia uma identificação clara desses envolvidos. Nesse meio tempo enquanto a gente não recebia as informações do TRE solicitamos ao Município de Rio do Sul o que estava sendo feito em frente ao que tinha acontecido em julho, falando sobre o controle interno, sobre a administração da Secretaria de Saúde e das Procuradorias Jurídicas”, esclarece.

Zanella explica ainda que as informações sobre o processo chegaram para CPI quando as campanhas eleitorais já haviam iniciado, em novembro desse ano, e por isso os vereadores decidiram adiar a votação para o final do pleito. “Para a gente não deixar ninguém fazer uso disso como palanque eleitoral e também para não misturarem as ações da Câmara a gente acabou deixando essa votação para depois das eleições”, comenta.

O encerramento da investigação de acordo com o vereador se dá por não haver elementos significativos para justificar o trabalho de investigação da CPI. “Nós queríamos investigar se tinham funcionários públicos envolvidos e qual era o envolvimento deles, mas as informações que vieram do TRE não configuraram a necessidade de continuar a investigação, pois é um processo quase comum no ambiente de administração”, finaliza.