Alto Vale
Foto: Rafael Beling/DAV – Visitantes foram abordados e receberam orientações sobre frequência cardíaca

Visitantes que estiveram no Hospital Regional Alto Vale na sexta-feira (22) tiveram uma recepção diferente. Funcionários abordaram as pessoas para lembrar o “Dia do Portador de Marcapasso”, repassando orientações de como aferir a frequência cardíaca e os cuidados que devem ser tomados com o coração.

A data foi instituída pela Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC). De acordo com o cirurgião cardíaco Marcelo Gambetta, as orientações foram feitas para identificar alterações nos batimentos cardíacos, que podem ser indicativos de arritmias cardíacas e de doenças cardíacas, como por exemplo, insuficiência cardíaca. “Essa é uma recomendação para todas as pessoas. Frequência cardíaca abaixo de 60 ou acima de 100 batimentos cardíacos por minuto pode representar um problema”, comenta.

O número de batimentos cardíacos considerado normal está entre 60 e 100 por minuto. Abaixo desse valor, quando ocorrem batimentos cardíacos lentos ou a pessoa apresenta sintomas como tonturas, escurecimento visual, desmaios, sente-se cansada e frequentemente ofegante, ela deve procurar um cardiologista para definição do diagnóstico.

Sandra Marcolino Dorner foi uma das visitantes abordadas pelo grupo de orientação. Segundo ela, as informações repassadas foram muito importantes. “Era uma coisa que eu não sabia e foi muito bom aprender, quero levar essa informação também para amigos e familiares”, contou.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial, Cláudio Fuganti, as arritmias cardíacas são caracterizadas por batimentos lentificados, acelerados ou falhas nos batimentos cardíacos.

Já a insuficiência cardíaca é a deficiência do coração em bombear o sangue, causando muitos sintomas, como falta de ar, cansaço, inchaços, internações hospitalares e aumento da mortalidade. Atualmente, 22 milhões de pacientes são portadores de insuficiência cardíaca no mundo.

Rafael Beling