Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A fruticultura é um dos investimentos em fase de crescimento no Alto Vale e há alguns dias foi realizado um encontro de produtores de Noz Pecan para falar sobre investimentos e incentivar agricultores a aprimorarem seus sistemas de cultivo através da pesquisa, extensão rural, crédito e assistência técnica. Atualmente são produzidas no Brasil, 5 mil toneladas.

A fruticultura, na região, abrange cultivo de frutas como pêssego, morango, uva, tangerina, laranja, maracujá e são plantadas como alternativa para diversificar a renda dos agricultores. Mas há aproximadamente 10 anos, outra fruta vinda dos Estados Unidos entrou para as possibilidades de plantio em razão do clima temperado e úmido que a região oferece, a Noz Pecan.

No município de Rio do Sul é possível encontrar as nogueiras plantadas pelos colonizadores em locais próximos ao rio Itajaí-Açú, no Parque Municipal. Também é possível ver as árvores quando se passa sobre o elevado e no Bosque Carlos Gerd Schroeder, na Rui Barbosa.
A fruta já caiu no gosto da população há anos, mas por se tratar de uma fruta com alto valor de comercialização e produtiva, os agricultores passaram a cultivar com finalidade de exportação para os mercados asiático e europeu.

A Epagri de Rio do Sul promove um grupo de produtores da Noz Pecan que é coordenado pelo extensionista Glauco Lindner, engenheiro agrônomo e produtor. Ele reforça que após algum tempo sem encontros presenciais em razão da pandemia, voltar a reunir os produtores é muito importante, sobretudo pela troca de experiências.

“Após 2 anos sem encontros presenciais, foi muito bom visitar um pomar conciliando a teoria e a prática, com a participação de pessoas de diversos municípios e de especialistas na área vindos do Rio Grande do Sul” diz Glauco.

A última reunião foi realizada no último sábado, dia 26 de março, na localidade de Serra Vencida, em Presidente Getúlio e contou com a participação de 33 pessoas para a visita de um pomar em produção, com 10 anos de plantio do produtor Anderson Zanella.

O evento contou com a participação do Eng. Agrônomo Julio Medeiros, responsável técnico da Viveiros Pitol, tradicional empresa do ramo no Rio Grande do Sul, que atualmente é o maior polo produtivo desta fruta no Brasil. Estiveram também representando a empresa membros da família Pitol, que é um empreendimento familiar, algo que também combina bem com o perfil de nossa região. Durante sua participação trouxeram informações sobre colheita e pós-colheita de nozes, enfatizando as exigências do mercado internacional.

No Brasil, de 2004 a 2019 houve um crescimento de 930 para 10.000 hectares plantados. A projeção para 2030 é 25.000 a 30.000 hectares plantadas. Apesar de toda a área plantada, o Brasil ainda importa Pecan, foram importadas cerca de 125 toneladas da Argentina na safra 2019-2020. O preço médio no mercado nacional é de 13 reais o quilo. Para implantar a produção, o investimento é de R$16 mil por hectare e o retorno começa a aparecer após 8 anos com cerca de R$15 mil por ano.