Alto Vale
Foto: Divulgação

Rafaela Correa/DAV

Durante protesto feito por comerciantes, agricultores e empresários na manhã desta quinta-feira (21) para reivindicar reparos na ponte da SC-340 que liga Dona Emma e Presidente Getúlio, que está interditada para veículos pesados desde a enxurrada que atingiu o Alto Vale, em dezembro do ano passado, a Defesa Civil de Santa Catarina assinou a ordem de serviço para que possam ser iniciados os reparos no local. O valor do contrato com a empresa responsável pela revitalização é de R$ 547.142,74 e o prazo de vigência é de 120 dias.

Segundo Jean Roper, que faz uso diariamente o trecho, dezenas de pessoas participaram da manifestação com cartazes cobrando o reparo imediato da ponte. “Desde o dia 18 a ponte estava interditada para o tráfego de caminhões grandes e pequenos. Apenas automóveis podem passar. A produção das empresas na sua maioria ficou retida. Já se passaram 30 dias do fechamento da ponte e com a manifestação de ontem acabaram liberando. Acredito que vai melhorar para todos que dependem desta rodovia para receber matéria prima e escoar suas produções, mas segundo informações da empresa que fará a manutenção provavelmente será necessário fechar totalmente a ponte por alguns dias”, afirma.

De acordo com Jean, os agricultores também estariam sendo afetados com a interdição. Ele diz que os acessos secundários não são pavimentados e que embora tenham sido revitalizados pelas prefeituras, em dias de chuva há muita dificuldade para quem precisa passar. “Tem risco de tombamento de caminhões, batidas, em razão do acesso precário. As prefeituras revitalizaram essas estradas, mas mesmo assim fica complicado. Então, a maioria optou por não passar. Dia de chuva não passa ninguém, trava tudo e é um problema para todos”, completa.

Em entrevista ao DAV no dia 20 de janeiro, o prefeito de Dona Emma, Nerci Barp afirmou que o desencontro de informações estaria gerando ainda mais insegurança entre os moradores da região. Barp ressaltou ainda que os empresários estavam certos, já que os acessos alternativos não comportam mais o volume de caminhões carregados. “A situação que estamos vivendo é complicada. Todos estão com dificuldade de carregar. Muitas dessas empresas exportam, tem contrato, navio esperando e é preciso mais agilidade para resolver”, completou.