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Alvo de investigação da Operação F7, deflagrada pela Polícia Civil, através da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina, que investiga a suspeita de um esquema bilionário de sonegação de impostos, a Empresa Delsoft Sistemas se pronunciou oficialmente por meio de nota. Nela informa que “é uma empresa da área de tecnologia com história de mais de 20 anos no desenvolvimento de sistemas para a gestão empresarial, pautando suas ações com ética e comprometida com as melhores práticas de gestão”.

O documento confirma que na quinta-feira (16), a empresa, alguns parceiros, funcionários e dirigentes foram alvo de uma ação coordenada da força tarefa da Secretaria de Estado da Fazenda, Polícia Civil e Receita Federal e esclarece que não realiza qualquer desenvolvimento de software com intuito de fraudar, burlar ou facilitar a realização de sonegação fiscal ou ‘caixa 2’. Que a empresa tem colaborado incansavelmente com as investigações e presta todos os esclarecimentos solicitados, tanto que todos os detidos para interrogatório, foram liberados imediatamente após prestarem depoimento. Garante que nunca recebeu qualquer comissão, benefício financeiro ou de qualquer ordem por participar, tampouco controlar um suposto sistema fraudulento.

A empresa repudia a acusação imputada de gerenciar uma suposta organização criminosa com o fim de sonegar impostos, pois estas práticas não condizem com os valores e com o que acreditam. Esclarece também que a Delsoft cobra sim dos clientes uma mensalidade, baseada em contrato, devidamente faturada e com seus impostos recolhidos ao Fisco conforme o enquadramento fiscal. Tal remuneração é comum à maioria dos softwares de gestão e justifica-se pelo serviço de suporte de dúvidas e erros, bem como a disponibilização de versões de atualização contendo melhorias constantes que os sistemas recebem, como o atendimento às exigências fiscais e tributárias, às quais as empresas clientes estão constantemente sendo obrigadas a atender.

A Delsoft lembra que o ERP desenvolvido pela empresa foi um dos primeiros softwares de gestão do país a ter uma Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) homologada pela Receita Federal no início do projeto piloto do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) em 2008.
A nota comunica que a Delsoft desenvolve seu software de gestão com o objetivo de atender diversos segmentos de negócios, possui contratos de cessão de uso com centenas de grupos empresariais e não tem ingerência nem controla como cada cliente o utiliza na gestão de suas empresas. A empresa afirma ser a maior interessada em esclarecer todos os fatos e lamenta a forma deturpada com que os fatos estão sendo expostos à população, principalmente da acusação de responsabilidade pela suposta sonegação fiscal de empresas terceiras serem imputadas exclusivamente sobre a Delsoft.

Ao fim do comunicado emitido para os veículos de comunicação, a empresa reforçou o comprometimento e interesse em colaborar com as investigações e se coloca à disposição de qualquer empresa ou pessoa física, que se sinta atingida pela sonegação fiscal e queira tirar a prova, a ir conhecer o software de gestão e como são suas funcionalidades de faturamento e escrituração fiscal.