Alto Vale
Foto: Arquivo DAV

Depois de quatro anos do início dos processos contra a Retsul Retífica e Recuperação de Cabeçotes Ltda, de Trombudo Central, os ex-funcionários vão receber nesta quarta-feira (5), uma pequena porcentagem das dívidas trabalhistas.

Esta será a primeira parcela do pagamento tão esperado pelos ex- empregados. De acordo com o advogado trabalhista e previdenciário, Fernando Tadeu Carara, que cuida do processo de 40 funcionários dos 80 que trabalhavam na empresa, todos os clientes vão receber uma parte que equivale a 5% da dívida.

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Foto: Arquivo DAV

Ele explica que das 40 pessoas atendidas, vários direitos foram cobrados, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), décimo terceiro, férias, e em alguns casos também o assédio moral. “Acabou sendo feito acordo em todos os processos. Então quando a empresa fechou, os funcionários entraram com ações e a empresa já preferiu fazer um acordo para já encerrar o processo e vender os bens que eles tinham para poder pagar o pessoal”, explicou.

O advogado contou ainda que os bens que estavam dentro da empresa, como maquinários e veículos, foram vendidos em um leilão, e foi com esse dinheiro, que as dívidas começaram a ser pagas.

“Hoje, estarei fazendo o pagamento do pessoal que trabalhou lá e tinha processo comigo. Esse pagamento é totalmente proveniente do leilão”.

Ele disse ainda, que o pagamento será de um valor bem pequeno comparado ao crédito que os empregados tinham para receber, pois a dívida total com os funcionários está em torno de R$ 10 milhões, e o valor de bens que foi arrecadado nas vendas do leilão foi de R$ 250 mil. “Este dinheiro será dividido para todos os ex-funcionários. Estará sendo pago em torno de 5% do crédito dos empregados. Será a primeira parcela do pagamento e a partir disso, vamos tentar vender outros bens que a gente sabe que eles têm. Eles possuem outros veículos, alguns imóveis que agora a gente vai vender, para ir tentando saldar essa dívida toda”, acrescentou.

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Entenda o processo

A Retsul foi condenada em 2014 pela Justiça do Trabalho a pagar indenização a ex-funcionários, e por conta do não cumprimento do pagamento dessas indenizações, foi autorizado o leilão de bens que contemplava o terreno urbano com área de 25.438,72 metros quadrados, que contém um galpão industrial de 1.200 m², avaliado em R$ 1.780.000,00.

A empresa foi condenada a pagar várias indenizações, como a um ex-funcionário que era obrigado a participar de orações no início do expediente. Foram ações resultantes de processos trabalhistas e cada processo tem um pedido, desde o dano moral por causa da obrigatoriedade nas orações, pagamento de salários fora da folha de pagamento ou o atraso do mesmo, horas extras sonegadas e danos morais por diversas situações.

Elisiane Maciel

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