Política
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O deputado estadual, Jessé Lopes, do PSL, visitou o Alto Vale onde cumpriu agenda por dois dias e se encontrou com diversas lideranças da sigla. Na região ele também concedeu entrevista ao Diário do Alto Vale onde respondeu a questionamentos sobre as polêmicas envolvendo seu nome, falou sobre a lentidão para o andamento de seus projetos de lei e revelou planos políticos para disputar a reeleição em Santa Catarina.

Em Lontras o deputado liberou uma emenda de R$ 100 mil para a saúde e se reuniu com o vereador Valdemar Ignaczuk, mais conhecido como Rabuja. Na cidade ele também escutou demandas sobre projetos para minimizar os impactos das enchentes que não tem avançado por questões ambientais. “Me coloquei à disposição para tentar verificar qual o problema porque eles falam que a área ambiental não libera, mas também não se explica o porque e agora vou atrás de uma resposta a esse questionamento”, disse.

Na entrevista o deputado declarou que seus projetos não estariam caminhando na assembleia como os de outros deputados e afirmou que acredita que isso ocorra por questões políticas. “Depende de quem é o autor a coisa anda ou não anda. Principalmente pelo fato de que não faço projetos inócuos, eu faço projetos que realmente tragam algum impacto o que já gera uma divergência de opiniões. Quando o autor é o Jessé eles já ficam com pé atrás e tudo que é meu eles seguram”.

Entre os projetos do deputado estão o PL que quer estabelecer a obrigatoriedade de exames toxicológicos para matrícula de estudantes em universidades estaduais, o que segundo ele inibiria o uso de drogas. Outra proposta prevê a realização de uma audiência pública para discutir o tratamento precoce contra a covid, de qual o parlamentar é favorável.

Questionado pela reportagem sobre as polêmicas envolvendo seu nome como a alegação de que ele teria incentivado seguidores a fazer viagens e não utilizar máscaras e ainda a declaração de que assédio seria “direito” e “massageia o ego das mulheres” ele alega que não foi bem interpretado e que a mídia distorceu suas declarações. “Não me arrependendo de nenhum delas porque sou uma pessoa que segue uma linha de coerência. Sobre a questão do assédio eu fui mal interpretado, fiz um texto e pegaram só o segundo parágrafo para me criticar e não me deram espaço para me defender.  Eu não queria descriminalizar o assédio, mas entendo que nem tudo é assédio. Em relação as máscaras sabia que iria gerar polêmica. Eu disse viagem, vão a praia e se puder não usem máscara, mas se a pessoa não puder ela tem que usar e cumprir o decreto ”, afirmou.

Ele se intitulou ainda como uma pessoa autêntica e que gosta de mostrar em seu trabalho como realmente é em qualquer situação. “Eu defendo aquilo que eu acredito”.

Planos de reeleição

Jessé chegou a afirmar publicamente que acreditava que os votos que recebeu seriam uma espécie de protesto da população que buscava mudanças, mas que agora mais conhecido deve disputar uma reeleição, já que o último pleito foi totalmente diferente. “Foi uma eleição de entrega de panfletos e muitos votaram no 17 para todos os cargos mesmo sem saber quem eram os candidatos. Fiz mais de 30 mil votos e sei que entrei porque as pessoas acreditavam no diferente, mas eu sou diferente ao extremo. Muitos que votaram em mim não estão gostando do meu trabalho, mas também conquistei muitos outros  que antes não votaram em mim. Agora preciso ir a uma eleição sem essa onda. Não tenho ambição, mas quero ajudar em qualquer instância. Se for a deputado estadual  vamos ver o que temos de fato, se esse feedback positivo que recebo nas ruas se transforma em votos reais”, declarou.

Ele diz que uma de suas bandeiras desde a campanha é não utilizar os privilégios da Assembleia Legislativa  aos deputados como diárias entre outros benefícios. “Só o que deixei de gastar até agora deu R$ 2,5 milhões e a expectativa é que a economia chegue a R$ 4 milhões até o fim do mandato e isso é uma coisa que eu poderia trabalhar numa campanha futura. Posso mostrar que dá para fazer diferente”, conclui.