Cidade

No dia 17 de julho de 2013 foi oficializada a devolução do terreno do antigo Presídio Regional, localizado na Rua Sete de Setembro, no Centro da cidade, com área de 2.655 m², ao Município de Rio do Sul. Na época, durante a administração de Garibaldi Antônio Ayroso (PMDB), o prefeito concedeu entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale dizendo que haviam projetos para a utilização do espaço, que segundo o Projeto de Lei, deveria receber alguma bem-feitoria em até dois anos.

Na época, o então prefeito disse em entrevista que: “Temos diversos projetos que podem ser aproveitados neste importante espaço, resta observar o mais adequado para darmos o uso correto dessa área privilegiada, mas o importante é que alcançamos essa importante vitória”. Passado o prazo inicial, segundo o ex-prefeito, houve a prorrogação do tempo para construção, mas, até o final do mandato de Gariba, o espaço estava sendo utilizado como estacionamento e segue assim até hoje.

Foram sugeridas algumas realizações pela gestão do PMDB, como ceder alguns andares para implantação do curso de Medicina do Centro Universitário para Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) ou a construção de uma nova Secretaria de Saúde e Policlínica. Segundo Gariba, essa última sugestão poderia ser realizada com recursos do Governo do Estado pois Raimundo Colombo (PSD) chegou a falar sobre a possibilidade. A falta de recursos próprios e a não confirmação deste convênio com o Estado seriam os motivos pela desistência dos antigos projetos.

Em entrevista recente Gariba falou que talvez o curto prazo para a utilização do terreno tivesse engessado as ações em torno do espaço, e que a exigência da devolução ao Estado, caso nada fosse construído, também não é correta, pois quando a situação é invertida, ou seja, o município cede ao Estado, isso não acontece: “Eu não acho justo, pois quando o Município na gestão do Jailson e Gariba adquiriu uma área de 400.000m² e cedeu mais 300.000m² para o Governo do Estado [construir o atual presídio], deveria ter dado um pedaço e feito como o Estado faz com a gente hoje, colocar uma cláusula de se não utilizar, devolver. Agora eles não devolvem mais o terreno, onde a gente podia ter construído alguma coisa”, defende o peemedebista.

Ele ainda citou outros exemplos, como a doação dos terrenos para construção do Fórum, do Cedup e do Ibama, propriedades que eram do Município e que foram destinadas ao Estado. “O Município dá tudo e quando quer de volta, pois não está mais sendo utilizado para a finalidade que era, depois tem que se sujeitar a estes prazos, pois senão perde o terreno que já era dele. Nós hoje, já não temos mais terrenos pra ceder pra ninguém, mas temos que nos proteger no futuro”, alerta Garibaldi, hoje como diretor financeiro da Assembleia Legislativa (Alesc).

Destino

Atualmente a Prefeitura Municipal de Rio do Sul, sob a gestão de José Thomé (PSDB), confirma que o destino pretendido é realmente a manutenção de um estacionamento para os servidores públicos, para proporcionar segurança. “A partir de hoje (18) foi oficializada uma ordem de serviço para manutenção e nivelamento do terreno”, explicou a assessoria de comunicação do executivo.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Rio do sul, detentora do direito ao estacionamento rotativo da cidade, através de seu presidente, Ivan Casagrande Concer, disse que os carros que estão estacionando hoje no terreno não atrapalham a circulação dos veículos na área do rotativo, que tem desempenhado seu papel de forma satisfatória, disponibilizando vagas na região central.

O deputado estadual Aldo Schneider (PMDB), na época líder do Governo e relator do Projeto de Lei nas comissões da Alesc que aprovaram a devolução, também foi procurado para comentar o destino pretendido ao imóvel, o estacionamento, mas não foi obtido um posicionamento do deputado.

O secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Rio do Sul, Ítalo Goral, foi procurado para comentar o caso, mas não foi encontrado.

Airton Ramos