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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Oferecer oportunidades para mudanças e reintegrar é de extrema importância. No Presídio Regional de Rio do Sul, os detentos iniciaram aulas de música antes da pandemia e por isso foi criado o projeto Musical Ressocializando. Os ensaios ocorrem em uma pequena sala de aula na área externa da unidade e há alguns dias o grupo teve a oportunidade de realizar sua primeira apresentação no Asilo Conferência São Vicente de Paulo.

De acordo com o diretor do Presídio Regional de Rio do Sul, Nei Feuzer, o projeto surgiu por iniciativa de um detento que deu entrada na unidade e se colocou à disposição para dar aulas de música e disponibilizou os instrumentos.

“O projeto se iniciou pouco antes do período de pandemia por iniciativa de um professor de música que deu entrada como detento em nossa unidade. O mesmo disponibilizou os instrumentos. Então foi pensado no perfil de detentos aptos a participar do projeto”, conta.

Para que as aulas pudessem acontecer também foi necessário a disponibilização de um espaço e como não poderia interferir na segurança da unidade, foram escolhidos detentos de bom comportamento com perfil aprovado ao trabalho interno e externo.

Nei Feuzer comenta que durante a pandemia, por exemplo, alguns detentos foram beneficiados com prisão domiciliar e as aulas foram interrompidas. “Houve um período que o detento professor e outros foram beneficiados com prisão domiciliar em virtude da pandemia. Quando retornaram, as aulas tiveram continuidade. Os ensaios acontecem em uma pequena sala de aula que existe na unidade e também na área externa”, comenta.

O projeto tem apoio do Poder Judiciário e Ministério Público. Segundo o diretor, um empresário ainda doou as camisetas personalizadas para o grupo. “Importante registrar que o projeto teve apoio do Judiciário e Ministério Público. Teve apoio de um empresário que doou as camisas personalizadas, de detentos que participaram e saíram logo da prisão, demais servidores Policiais Penais desta unidade e Conselho da Comunidade”, destaca.

A intenção é que novas apresentações sejam realizadas, mas tais atividades dependem da aceitação das instituições e prévia autorização judicial.
Atualmente o presídio conta com 18 detentos que cumprem pena na unidade e que também desenvolvem trabalhos de manutenção, cozinha e serviços gerais.