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O Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8), será marcado por protestos contra a Reforma da Previdência, em Rio do Sul. A concentração do ato está marcada para as 16h, em frente ao INSS, na rua Sete de Setembro, no Centro da cidade. Durante a manifestação, haverá a entrega de panfletos que repudiam a proposta do governo, que quer aumentar a idade mínima da aposentaria para 65 anos.

A mobilização é regional e contará com a presença de sindicatos de diversas categorias. Além disso, trabalhadores do Município e de toda a região do Alto Vale também são esperados para o ato. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul e Região (SINSPURS), Marilene Back Espíndola, a data foi escolhida para mostrar que a Reforma da Previdência irá afetar principalmente as mulheres. “A mulher já vem lutando há muito tempo, e agora com a reforma que está para ser aprovada, a gente vê que a mulher terá um lado afetado maior do que o homem”, ressalta Marilene.

A presidente do sindicato explica que mesmo que trabalhem até os 65 anos, muitas pessoas ainda não terão direito à aposentaria integral, já que será preciso ter pelo menos 49 anos de contribuição para se aposentar. “A gente vai se concentrar em frente ao INSS porque ele será o símbolo que vai representar a questão da Reforma da Previdência”, explica.

Para Marilene, a manifestação é importante porque todas as pessoas serão afetadas com a reforma, não só os servidores públicos. Apesar disso, ela percebe que a grande maioria das pessoas ainda não parou para pensar nos impactos que as mudanças representarão para a classe trabalhadora. “Nós estamos de certa forma voltando ao tempo de escravidão […] a gente está chamando a atenção de todas as pessoas da comunidade, que venham participar conosco, que venham para a luta e que venham mostrar a sua indignação”, declara.

Dia Internacional da Mulher

Segundo a presidente do Sinspurs, as mulheres não serão as únicas prejudicadas pela Reforma da Previdência, mas o intuito da mobilização também é fazer do Dia da Mulher uma data de resistência e luta. “No dia oito a gente comemora a data como algo belo. Não deixa de ser belo, mas nós temos que lembrar que esse dia é marcado por um grande momento de sofrimento para as mulheres, que perderam suas vidas em busca de melhorias nas condições de trabalho”, comenta Marilene.

Para ela, fala-se muito sobre a liberdade da mulher e os direitos conquistados ao longo dos anos, mas algumas realidades ainda são ignoradas. A presidente cita o fato de que as mulheres ganham menos do que os homens na mesma função, sofrem com agressões físicas e psicológicas constantemente, e ainda enfrentam outros tipos de violência, infelizmente ainda tão comuns na sociedade. “A gente vive uma data que foi feita em cima de um sofrimento, e hoje a mulher está sofrendo de novo com essa reforma, porque ela vai novamente chegar aos seus 65, 69 anos trabalhando ativamente”, ressalta.

Movimentos pelo estado

Além do protesto desta quarta-feira (8), outro ato similar está marcado para o próximo sábado (11), com entrega de panfletos pela cidade. Já na próxima quarta-feira (15), a manifestação contra a Reforma da Previdência será nacional. “Dia 15 o Brasil vai ter paradas em todos os locais. Em todos os municípios a manifestação estará acontecendo”, finaliza a presidente do Sinspurs.

Carolina Ignaczuk