Cidade
Foto: Arquivo pessoal

Um dos bairros mais importantes de Rio do Sul, o Taboão, vai ganhar um documentário contando sua história. O projeto idealizado pela empresária Sandra Parma pretende além de promover um resgate histórico, garantir a preservação da história através da ajuda da própria comunidade que pode contribuir com depoimentos, fotos e documentos.

Sandra revela que sua família foi uma das primeiras moradoras do bairro e a ideia de fazer o documentário contando a história do local é antiga, mas somente agora está sendo colocada em prática. “O bairro Taboão tem muito o que contar e essas histórias, como a construção do Lar da Menina, da Igreja Nossa Senhora do Rosário, de como as coisas eram difíceis naquela época, estão se perdendo porque muitas pessoas estão partindo. Esse é um projeto que tenho há mais de cinco anos, mas que agora decidi colocar em prática”, comenta.

Nesse momento ela está na fase de coleta dos depoimentos e busca de documentos e ressalta que para isso conta com a ajuda da comunidade de todo o bairro. “Já estamos divulgando até mesmo no grupo do bairro essa informação de coleta de fotos, documentos e relatos. Criamos um grupo exclusivo para o documentário e muitos já têm entrado e enviado informações, interagido, o que me deixa muito contente, porque é um projeto que eu não imaginava que as pessoas dariam tanta atenção e está se transformando numa coisa muito bonita”, diz.

O projeto vai contemplar até mesmo um resgate da história da família de Sandra e de cerca de outras 14, que foram as primeiras moradoras do bairro quando ele foi fundado. “Antes do meu avô Paulino Parma partir eu conversei muito com ele e anotei muitas histórias que ele me contou e que agora vou poder repassar para que não se perca”, comemora.

Quem tiver algum depoimento importante sobre a história do bairro ou puder contribuir com documentos pode entrar em contato com ela pelo Facebook ou pelo número 47 9 9987-2640.

Intenção é montar acervo no futuro

Além de produzir e divulgar o documentário para o maior número de pessoas, a empresária revela que a intenção no futuro é montar um acervo físico que poderá ser visitado por toda a comunidade. “A igreja Nossa Senhora do Rosário tem um espaço onde podemos expor fotos antigas e até objetos utilizados no passado para que as pessoas possam visitar. Acho que os bairros tinham que ter esse tipo de coisa para que os moradores tivessem mais orgulho, pudessem ver a sua história”, finaliza.