Alto Vale

“Seja uma Família Acolhedora”, este é um convite da Secretaria de Assistência Social de Dona Emma que tem como objetivo aumentar o número de participantes do serviço, que existe há quatro anos na cidade. As famílias são cadastradas para atuar como guardiãs temporárias de crianças e adolescentes que, por alguma razão, não podem ficar com os pais ou parentes.

O Serviço é gerenciado pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Dona Emma. Quem decide sobre o encaminhamento é a Vara de Infância e Juventude que se respalda em parecer do Ministério Público. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (47)3364-2800 de segunda à sexta, das 07h às 13h. Não há prazo de encerramento da inscrição.

As Famílias Acolhedoras são responsáveis por receber crianças e adolescentes em ambiente familiar, garantindo atenção individualizada e convivência comunitária. Isso permite a continuidade da socialização da criança/adolescente.

É um acolhimento provisório, até ser viabilizada a solução permanente para a criança ou adolescente, seja a reintegração com os parentes biológicos ou, excepcionalmente, adoção. “Não há número máximo, quanto mais famílias estiverem habilitadas para acolher crianças e adolescentes em meio familiar melhor, por este motivo as campanhas precisam ser constantes”, informou a coordenadora do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora – Seafa, Bernadina Dias de Souza Camargo. “Recebemos a família, coletamos documentos, realizamos visita nas casas e entrevistas para saber se estão capacitados. Os candidatos informam o perfil de criança e de adolescente que podem receber. O laudo é encaminhado para o juiz, que remete para o MP avaliar. Ele solicita o parecer da promotoria. Após, a família é aceita”, explicou Bernadina.

Segundo a promotora, os candidatos devem estar preparados para receber crianças e adolescentes que vêm de situação vulnerável. Os técnicos analisam cada situação e, em alguns casos, é mais recomendado que as crianças sejam inseridas em um ambiente familiar e não em uma instituição. “Se não há parentes que possam assumir a guarda, então são encaminhadas para acolhimento. Em uma casa, a criança se sente mais acolhida. O MP fiscaliza e acompanha, enquanto busca a solução. O objetivo é que fique o menor tempo possível nesta situação. O serviço é constantemente avaliado, com trocas de experiência entre os integrantes, ajustes para aperfeiçoar o atendimento”, ressaltou Bernadina.