Alto Vale
Foto: Assessoria de imprensa/Divulgação

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Manter a história preservada e viva nos corações das pessoas é uma missão que exige muita dedicação, e alguns moradores do município de Dona Emma levaram essa tarefa a sério. Na cidade foi montado um Centro de Memórias com centenas de fotos, álbuns, telas, pinturas e até mesmo filmagens históricas. Os materiais conservados desde a década de 1930, agora ajudam a montar um espaço não somente de apreciação, mas também de estudo para as próximas gerações.
O Centro de Memórias foi iniciativa de um grupo de moradores da cidade que reuniu materiais doados por diversas famílias com o intuito de preservar as imagens que contavam a história de Dona Emma desde os primeiros anos de colonização. O município, que comemorou seu centenário de colonização no ano passado, agora conta com uma sala especial para as memórias junto ao prédio onde fica a Biblioteca Pública e a Secretaria de Educação.
A secretária de Educação, Cultura e Desporto do município, Isolde Zappas, conta que no ano passado o grupo que era responsável pelo Centro de Memórias acabou doando os materiais para a Administração Municipal, e a partir daí ela ficou responsável por organizar um local onde a população pudesse ter acesso aos materiais. “A gente esperava ter uma sala mais própria para isso, mas como não aconteceu e a gente não queria que isso se perdesse nós acabamos fazendo aqui mesmo e aproveitando esse nosso espaço. A gente até quer divulgar pois se mais pessoas tiverem essas imagens históricas podem também estar doando, afinal é a história do nosso povo. No ano passado nós comemoramos o centenário de colonização, e então muitas pessoas de fora vieram e assim a gente pode ver como é importante não se perder a história, pois muitos familiares que vieram de fora tem coisas que só ouviram dos avós na maioria das vezes, e então agora aqui temos muitas histórias registradas que eles podem até comprovar com as fotos e registros”, explica.
Isolde ainda conta que além das fotos antigas, muitos artistas da época retratavam a realidade local através de pinturas, que também podem ser encontradas no Centro de Memórias. Ela ainda diz que essa iniciativa de preservação da história é fundamental para o presente e para o futuro. “Cada um de nós tem uma história, para formar a nossa criação foram vários acontecimentos e a gente tem que ir preservando se não isso acaba se perdendo e sem história nada existe”, relata.
O Centro de Memórias pode ser visitado pela população das 07h às 13h de segunda a sexta-feira ou por agendamento através do telefone (47) 3364-2800.