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Helena Marquardt/DAV

O homem que quebrou o vidro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio do Sul e acabou deixando um recepcionista ferido neste domingo (12) teria surtado após ter que aguardar poucos minutos para receber o atendimento para a filha de sete anos. A direção da unidade revela que com quatro minutos ele já fez ameaças aos atendentes e com cerca de 11 minutos desferiu um soco no balcão de atendimento.
A diretora da UPA, Sephora Abreu, conta que o homem procurou atendimento para a filha na tenda para sintomas da Covid, mas após triagem a doença teria sido descartada por isso ele foi orientado a aguardar atendimento médico dentro da unidade. “A menina tinha outra queixa e ele veio aqui para dentro, mas ele não quis esperar o atendimento. O recepcionista que foi atingido contou que ele estava esperando uns quatro minutos e se levantou e reclamou dizendo que se demorasse mais ia quebrar tudo. Depois ele sentou de novo e com uns 11 minutos foi lá e já deu um soco no vidro”, contou.

O recepcionista teve cortes principalmente na cabeça, na testa e próximo aos olhos, e levou diversos pontos e ficará afastado do trabalho por alguns dias. Depois do afastamento do atestado médico ele deve entrar em férias. Já a filha do homem, que acabou preso em fragrante e encaminhado para a delegacia, foi atendida acompanhada por um policial militar e não teve nenhum diagnóstico de problema grave. “Foi um descontrole do pai, ele estava com alguns outros problemas e acabou fazendo isso. A criança foi consultada acompanhada de um policial. Foi feito todo o exame físico e ela não tinha nada, apenas uma dor de barriga mesmo”, esclareceu.

Sephora comenta ainda que a pressão aos profissionais de saúde já era grande e tem aumentado nesse período de pandemia. “Em tempos de Covid está todo mundo angustiado. Muita gente que chega na tenda para sintomas de coronavírus está na verdade com crise de ansiedade”, revela.
“Foi um descontrole do pai, ele estava com alguns outros problemas e acabou fazendo isso. A criança foi consultada acompanhada de um policial. Foi feito todo o exame físico e ela não tinha nada, apenas uma dor de barriga mesmo ”, completou.