Política
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Luana Abreu

 

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) definiu a data das eleições suplementares em Laurentino. No dia 8 de março de 2020, menos de sete meses para a eleição oficial, os cerca de seis mil eleitores voltam às urnas para escolher um novo prefeito que ficará no comando do Executivo por pouco mais de oito meses.

 

Os eleitos em 2016, Gilberto Marchi e Vitor Nardelli, ambos do PSDB, foram afastados do cargo por suspeitas de oferecer vantagens aos eleitores em troca de votos enquanto eram candidatos. Após o afastamento, o presidente da Câmara, Ademir Caetano (PTB) assumiu o comando do município interinamente.

 

No calendário definido pelo TRE-SC, o dia 1 de fevereiro é a data final para que as candidaturas sejam registradas e a partir daí, os candidatos possam dar início às campanhas eleitorais. A partir desta semana, o prefeito em exercício fica proibido de inaugurar e participar inaugurações de obras públicas, contratar artistas para shows e eventos com recursos públicos. Além disso, Caetano não pode nomear, contratar ou exonerar servidores públicos municipais.

 

A expectativa do TRE-SC é de que o prefeito eleito seja diplomado até o dia 26 de março e a partir daí, possa assumir sua função.

 

Cassação

 

Marchi e Nardelli foram indiciados junto com outros três vereadores após uma operação iniciada em 2016, que apurava irregularidades para facilitar a emissão de carteiras de habilitação, como um esquema de compra de votos. A operação foi batizada na época de “CNH”.

 

Nos votos, os magistrados também aceitaram os recursos a favor dos vereadores Ademilson Campestrini (PSDB), além do suplente Armelindo Tonet (PSD). Já o recurso da vereadora Tânia Aparecida da Silva Schlemper foi negado, mantendo a condenação pela cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos.

 

Afastados ainda estão recorrendo

 

Mesmo afastados do cargo e com a data da eleição suplementar definida, Marchi e Nardelli ainda estão recorrendo à sentença do TRE, com o objetivo de voltar ao cargo. Procurado pela equipe do DAV, o prefeito cassado explica que entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para que a decisão do TRE-SC seja suspensa. “Faltam alguns detalhes para que o documento fique pronto”, observa.