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Foto: Helena Marquardt

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Prestes a completar 65 anos de atendimentos sendo referência em saúde mental e cirurgias, o Hospital Samária, em Rio do Sul, trabalha com a maior taxa de ocupação em um ano, cerca de 96%.  Após uma baixa nos meses de fevereiro, março e abril, por conta da pandemia, no mês de maio a unidade atendeu 283 pacientes de cirurgia e realizou 324 procedimentos.

Ao todo, o Samária possui atualmente 34 leitos de saúde mental, sendo 22 para atender o Sistema Único de Saúde (SUS), oito que estão disponíveis ao sistema, mas que são pagos apenas quando utilizados e quatro destinados aos pacientes particulares ou com plano de saúde. Após um período de baixa no número de atendimentos, maio surpreendeu com um aumento significativo.

De acordo com o diretor, Roberto Ferrari, no mês de maio, passaram pelo setor de saúde mental, psiquiatria e internação, 51 pacientes, o que equivale a uma taxa de ocupação de aproximadamente 96%. “Uma taxa muito alta. Uma média de 21,03 pacientes por dia. No ano de 2021, essa foi a maior quantidade de ocupação, se igualando ao mês de março, teve também 51 pacientes, mas em relação a taxa de ocupação, maio registrou um número mais alto, ou seja o paciente ficou mais tempo aqui”.

Ele ainda afirma que apesar da pandemia ter diminuído a demanda por alguns meses, agora a expectativa é que a taxa de ocupação se mantenha alta, devido a oferta e quantidade de pessoas aguardando por procedimentos de baixa e média complexidade, que são realizados pela instituição. “Nós iniciamos o ano com uma produção alta, com 273 procedimentos e 174 pacientes. Em fevereiro diminuiu um pouco e começamos a sentir os efeitos da pandemia. Março baixou de novo e abril foi uma produção muito baixa. Bem no período em que foram publicadas as portarias da Secretaria de Estado da Saúde limitando número de cirurgias em função de medicamentos usados em cirurgias. No mês de maio, ela subiu novamente de forma meteórica porque nós atendemos 283 pacientes de cirurgia e tivemos 324 procedimentos. Um mês de intensa atividade”.

A  direção informa que a projeção para os próximos meses é que esse número se mantenha alto. “Porque a marcação de cirurgias e acordos que estamos fazendo com os cirurgiões se mantém bem alto. Há uma forte tendência de se manter, até porque a oferta existe, o número de cirurgias represadas é grande e as pessoas buscam o serviço hospitalar para isso”, explica.

Questionado sobre o acordo para atendimentos de pacientes covid-19  feito há algum tempo com o Hospital Regional Alto Vale (HRAV) e Hospital Dr. Waldomiro Colautti, em Ibirama, ele disse que permanece ativo e que a instituição está servindo como retaguarda para pacientes de clínica geral, com outras doenças. Além disso, outro acordo feito com a Secretaria de Saúde do município visa atendimentos encaminhados pela UPA.

Para suprir a demanda existente, o diretor ainda destaca que toda a estruturação está sendo trabalhada e que foi restabelecida uma equipe de trabalho com a contratação de uma nova gerente de enfermagem e nova gerente administrativa. “Contratamos uma nova enfermeira na gerência de enfermagem, nós temos uma farmacêutica e bioquímica assumindo a gerência administrativa do hospital e dentro desses dois setores, administrativo e de enfermagem, nós estamos também formando uma equipe. O Hospital vem se organizando para que seu fluxo, rotina de trabalho sejam melhorados”.

Além de todas as adaptações, a alta taxa de ocupação também potencializa a necessidade de reformas e ampliação do Samária. Nesse sentido, a instituição está dando continuidade ao no Plano Diretor, que prevê ampliação da clínica e setor de saúde mental. “Hoje, a clínica de saúde mental possui uma área construída de 934 metros quadrados, então nós vamos fazer uma reforma em toda essa área e vamos construir mais 848 metros quadrados, totalizando uma área estimada, no final da construção, de 1.782,96 metros quadrados”, conta. Para a obra, a equipe de engenharia e arquitetura prevê um investimento de R$ 4,5 milhões.