Alto Vale, Política

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Em meio à pandemia e necessidade de isolamento social, em algumas cidades do Alto Vale nem mesmo os chefes do Executivo tem dado o exemplo e seguido as recomendações dos órgãos de Saúde. Na noite de ontem (1º de julho) o prefeito de agronômica, César Luiz Cunha  promoveu um evento com aglomeração de pessoas que só foi encerrado depois que a PM esteve no local após receber uma denúncia.

O evento teria ocorrido no sítio do político na rua Leopoldo Cunha. Questionado sobre o fato o comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, Renato Abreu, confirmou que a PM esteve no local e encerrou o evento.

Segundo relatório da PM, Cunha alegou que estava realizando uma reunião política, mas que estava tomando todas as medidas de prevenção à Covid.  Os policiais informaram então que eventos de qualquer natureza estavam proibidos e foi confeccionado Boletim de Ocorrência já que o prefeito descumpriu o Decreto Estadual 651/2020 que proíbe a aglomeração de pessoas em qualquer ambiente, seja interno ou externo, público ou privado. “Foi o lavrado um Boletim de Ocorrência de Fiscalização de Ordem pública, em que o senhor Cesar Cunha foi orientado a encerrar o evento, o qual contraria a legislação em vigore ele prontamente acatou”, esclarece o comandante.

Segundo atualização do sistema da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) que aponta o avanço da Covid na região, até às 13h desta quinta-feira (2) Agronômica já tinha 15 casos confirmados de coronavírus, dois óbitos e outros quatro casos suspeitos.

O que diz o prefeito?

Para a reportagem o prefeito também confirmou a reunião política e disse que ela foi realizada com a presença de poucas pessoas,  que elas estavam utilizando máscaras e que não haveria problema porque foi realizada em uma propriedade privada. Questionado sobre o decreto estadual ele disse que não vê problema nesse tipo de evento.”Era no meu sítio, na minha propriedade e quando a polícia chegou a gente já estava saindo. Não coloca ninguém em risco porque eram poucas pessoas.”