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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A noite de ontem era a último prazo para realização de convenções partidárias para definição das coligações que vão disputar as prefeituras em todo o país. Em Rio do Sul, depois de dias de negociações, seis candidatos confirmaram que vão concorrer ao cargo de prefeito da Capital do Alto Vale. Além de alianças improváveis, neste ano a presença de mulheres nas chapas majoritárias chama a atenção.

O atual prefeito, José Thomé (PSD) foi o maior “vencedor” nas negociações dos bastidores e conseguiu o apoio do principal partido de oposição contra seu governo. Ele confirmou que vai disputar o pleito ao lado da emedebista, Karla Miguel e ainda terá o apoio do DEM, PSC, Solidariedade e Pros.

O advogado Clóvis Hoffmann (Cidadania) deve concorrer ao pleito com Sandra Parma, do Prtb. Jaime Pasqualini (Podemos) lançou chapa pura e terá ao seu lado a agricultora Joanita Fronza.

Uma das maiores surpresas foi o anúncio da aliança entre o PSL, que terá Dionísio Tonet, como candidato a prefeito ao lado de Lela Peron (PP).   No Progressistas o nome de Giovani Nascimento vinha sendo o mais cotado, mas acabou não se confirmando, o que acabou impactando até mesmo na formação da chapa de vereadores.

O empresário e educador Jean Pier Xavier de Liz (PDT)  lançou aliança com o PL anunciando Jeferson Vieira como vice.  A Assessoria de imprensa do advogado Angelo Solano Cattoni divulgou que ele deve formar uma chapa pura com Jane Sardá.

A conjuntura política apresentada após as convenções de ontem (16) também deixou em dúvida o destino político de outros dois nomes até então considerados importantes e que vinham sendo cotados: o ex-prefeito Garibaldi Ayroso, que disputou as eleições contra Thomé e já teria afirmado nos bastidores que a aliança entre PSDB e MDB era quase impossível e o do atual vice-prefeito Paulo Cunha, do PSD, que até então era apresentado para compor a chapa majoritária de Thomé, mas acabou sendo substituído.

PT desiste da Majoritária

Já o PT, que tinha anunciado três nomes como pré-candidato a prefeito, decidiu que não vai disputar à majoritária e vai lançar apenas sete candidatos a vereador.   A sigla ainda vai decidir se apoiará alguma chapa majoritária.

Nomes serão avaliados pela Justiça Eleitoral

Os nomes de todos os candidatos ainda estão em processo de homologação pela Justiça Eleitoral e candidaturas podem ser impugnadas.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, qualquer candidato, partido, coligação ou o Ministério Público poderá, dentro de cinco dias, contados da publicação do edital referente ao pedido de registro, impugnar o requerimento por meio de petição fundamentada.

O candidato questionado e seu partido ou coligação devem ser citados para, dentro de sete dias, contestarem a impugnação ou se manifestarem sobre a notícia de inelegibilidade. Essa citação refere-se, ainda, à possibilidade de juntada de documentos, à indicação de lista de testemunhas e ao requerimento para a produção de outras provas. A resolução prossegue com os trâmites do pedido de impugnação até o seu julgamento.