Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Em meio a crise energética enfrentada no Brasil, uma empresa de Laurentino, no Alto Vale, já sente os impactos positivos da substituição pelo gás natural. Após um ano da implantação da nova fonte de energia, a unidade, que foi a 300ª indústria ligada à rede de distribuição, em Santa Catarina, no mês de agosto de 2020, comemora a economia possibilitada pela mudança, que já supera os 22%.

Em apenas duas semanas de uso já teria sido possível perceber a diferença em relação aos custos. Na época, a Bovenau, que fabrica macacos e equipamentos hidráulicos fez a instalação com finalidade de utilização na limpeza das peças antes da pintura.

O diretor industrial, Claudio Mazzi, afirma que a empresa fez uma troca inteligente e que a economia gerada pela nova matriz energética superou as expectativas. “A gente tinha uma estimativa de 22% de redução de custo nessa matriz energética, mas até superou um pouco esse percentual. Além de superar as expectativas que tínhamos de redução de custo, é uma matriz energética mais limpa, mais sustentável, menos poluente. E comparado à evolução de custo de outras matrizes que a gente acabou substituindo, ela trouxe uma economia um pouco maior porque as outras acabaram subindo um pouco mais do que percentual do gás natural”, ressalta.

Segundo dados de 2020 da Ágora Pesquisa de Mercado e Opinião, que ouviu 273 indústrias catarinenses (86% do mercado na época) atendidas pelo Gás Natural, sobre a representatividade que ele possui no custo de produção, 31% responderam que o peso do gás possui entre 1% e 5% no custo de produção, enquanto 22% responderam que o peso do gás possui entre 6% e 15%. 22% não souberam ou não quiseram responder. Ou seja, o reflexo nos custos de produção depende de cada processo produtivo e ramo industrial.

Mazzi, fala ainda sobre a importância da utilização de uma energia menos poluente e da responsabilidade com o meio ambiente. “Foi muito interessante para nós, uma aposta que deu certo e hoje é uma realidade de melhor competitividade, melhor sustentabilidade, de ganhos, e com a escassez da energia elétrica nós também consumimos menos energia. Trocando pelo gás natural a gente contribui com o sistema hídrico do país como um todo, algo que a gente nem sonhava e que hoje acabou contribuindo para amenizar o impacto e ajudar o sistema como um todo”, revela.

Obras de ampliação da SCGÁS

Atualmente a SCGÁS está executando o maior Plano Plurianual de Negócios de sua história com investimentos superiores a R$ 450 milhões em cinco anos. Até 2025, a pretensão é levar o Gás Natural a pelo menos 15 novos municípios catarinenses, construindo mais de 500 quilômetros de rede.
A rede que possibilitou a implantação na empresa de Laurentino faz parte do Projeto Serra Catarinense, entre Indaial e Lages. No momento está sendo executado o trecho de Pouso Redondo à Ponte Alta.

No Alto Vale não foi apenas a empresa de Laurentino que aderiu ao gás natural, no total são sete indústrias contando com a Bovenau, quatro em Rio do Sul, duas em Pouso Redondo. Além disso, são três postos de Gás Natural Veicular (GNV), dois em Rio do Sul e um em Pouso Redondo.

Ainda sobre as ligações no Alto Vale, a SCGás informou que duas indústrias estão contratadas para futuro atendimento sendo, uma em Lontras e outra Agronômica. Também há negociação para eventual atendimento de uma Termelétrica em Trombudo Central e mais 20 indústrias.