Alto Vale

Este início de inverno tem alternado dias de frio intenso e alguns períodos de sol, mas, mesmo assim, as baixas temperaturas acometem a região. Chuveiros ligados na potência máxima, aquecedores e secadores de roupa e cabelo e outros eletrodomésticos são mais exigidos nessa época do ano, colocando o consumo de energia elétrica lá em cima. Apesar do conforto que eles trazem, o custo na fatura da luz gera prejuízos às famílias.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já comunicou que a bandeira tarifária para o mês de julho será amarela, o que significa um acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 (kWh). O fator que determinou o acionamento da bandeira amarela foi o aumento do custo de geração de energia elétrica. Segundo o relatório do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação é de R$ 237,71/MWh.

Sendo assim, é importante buscar alternativas para economizar no uso dos vilões da conta de luz, até mesmo porque é sabido que os recursos energéticos utilizados em massa atualmente são finitos. Muitas famílias já aderiram a meios alternativos para aquecer sua água do banho, gerar energia nas lâmpadas e outros equipamentos. O painel de energia solar, instalado com frequência nas residências mais novas, tem demonstrado um relevante custo benefício ao consumidor.

Lucas Hetterich Fernandes, sócio da Projeto Solar, especializada em energia fotovoltaica, salienta que somente nesse ano o custo da energia elétrica no Brasil deve subir em média 10,88%, podendo chegar a 17,75%, tanto para indústrias, quanto para residências. “A tendência é que suba ainda mais o preço da energia, então, a energia solar acaba sendo uma ótima alternativa para economia”, afirma.

Mas, não é somente nas residências que a preocupação com o consumo de energia elétrica se intensifica no inverno, e, é por isso que empresas que apresentam soluções inovadoras, sustentáveis e que otimizam recursos para comércio e indústria têm se destacado. A Projeto Solar, localizada no Jardim América, em Rio do Sul, já atende clientes até mesmo em outras regiões do estado, e neste momento trabalha em um significativo projeto na capital catarinense, instalando mais de 270 painéis em um hotel, a maior obra de Florianópolis.

Outra sócia da companhia de energia fotovoltaica, Suelim de Lima, explica que o advento de novas tecnologias e a expansão do público que opta pela instalação dos painéis solares proporcionou a baixa no custo do projeto, trazendo maior acesso das pessoas a esta tecnologia. “Estima-se que o retorno do investimento esteja totalmente recuperado entre 4,5 e 6 anos. Hoje em dia também os bancos trabalham com uma linha de crédito especial para quem deseja instalar o sistema fotovoltaico. A Celesc [Centrais Elétricas de Santa Catarina] também estava com um projeto muito interessante, onde eles financiavam uma parte do projeto, foram cerca de mil casas sorteadas”, conta.

Um relevante nicho econômico da região que está aproveitando subsídios do Governo para investir em energia solar é o agronegócio. Produtores rurais utilizam este acesso facilitado para instalar o mecanismo que capta energia solar e, pagando apenas 2,5% ao ano de juros no financiamento do equipamento. Para se ter uma dimensão do desconto, uma empresa convencional pagaria ao menos 1% ao mês de juros.

Para o futuro, Fernandes estima que os painéis de energia solar devem se tornar um artigo comum nas residências, lojas e todos os estabelecimentos. “Nos últimos dois anos o valor baixou em torno de 20%, é realmente expressivo. Acredito que se tornará uma coqueluche, você chegará a uma loja de elétrica comprar uma lâmpada e terá o equipamento [solar] que você colocará em sua casa”, prevê.

 

Como funciona

O painel reage com a luz do sol e produz energia elétrica através de um efeito chamado fotovoltaico. Este efeito produz uma corrente elétrica por meio da radiação solar. Os painéis, instalados no telhado das casas, são conectados entre eles e, ainda, no inversor solar. Este equipamento transforma a energia e a envia para o consumo, minimizando os custos da fatura de energia.

 

Bandeiras da Aneel

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, incentivando os consumidores o uso consciente da energia elétrica. Com as bandeiras tarifárias, as pessoas podem controlar melhor seu consumo, adotar medidas de economia e usar a energia elétrica sem desperdício.

Airton Ramos