Alto Vale
Aurore-Martignoni/foto ilustrativa exame RT-PCR

Cláudia Pletsch/DAV

O caso de um adolescente que teria sido infectado pelo coronavírus por duas vezes em Rio do Campo já foi analisado pela Gerência Regional de Saúde e não foi confirmado como reinfecção, já que de acordo com profissionais da saúde para que seja comprovado que o paciente foi infectado duas vezes o exame RT-PCR deveria ter sido coletado na primeira vez que o adolescente fez o teste, há cerca de oito meses. Como o único exame coletado na época foi o de sorologia não se pode comprovar a reinfecção.

O exame utilizado para comprovar a infecção pelo coronavírus é o RT-PCR que consiste na coleta de amostras da nasofaringe, que indica a presença de material viral e é comprovado com a observação do quadro clínico do paciente, ou seja, se ele apresenta sintomas. Já o exame feito através da sorologia (sangue) verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus, ou seja, ele identifica a presença de anticorpos IgA, IgM e IgG nas pessoas que estiveram expostas ao vírus SARS-CoV-2, mas o único exame realmente capaz de identificar e comprovar uma reinfecção é o RT-PCR que deve ser encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

De acordo com a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Rio do Campo, Julia Mathias, o caso não pode ser tratado como reinfecção pois o primeiro exame do paciente não foi um exame RT-PCR e não foi encaminhado ao Lacen para a comprovação. “Ele fez o primeiro exame, só que foi um exame de sangue que não é o exame que é o protocolo para a Covid, pois o protocolo é que se faça dois exames de PCR e que sejam encaminhados para o Lacen e aí então a gente pode considerar como sendo caso positivo e não é o que aconteceu nesse caso”, explica.

O adolescente teria apresentado sintomas leves há cerca de oito meses, e no exame de sorologia da época a infecção havia sido confirmada. Nessa semana o paciente teria realizado o exame RT-PCR que foi encaminhado ao Lacen e teve resultado positivo. A enfermeira explica que hoje não existe um exame que possa ser feito para comprovar que houve uma reinfecção, e que somente com dois exames com amostras da nasofaringe e que foram positivados pelo Lacen é que são considerados casos de reinfecção.

De acordo com a profissional de saúde, agora a família deve seguir os protocolos normais de isolamento já que dessa vez mais um familiar também testou positivo para o vírus. “Na época nós fazíamos nossos exames em laboratório particular, hoje é tudo pelo Lacen. Agora eles vão seguir todo o protocolo, vão manter o isolamento, vai ser tratado como Covid normalmente mas não vai ser tratado como uma reinfecção”, finaliza.