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Na celebração de vitórias esportivas, assim como na virada do ano, a tradição costuma pedir o estouro da rolha de um champanhe. Mas, aqui no Brasil, a variação nacional desse vinho borbulhante tem conquistado espaço cada vez maior nas comemorações.

O tapete verde formado pelos parreirais esconde cachos delicados e perfeitos de uvas que logo, logo vão virar a bebida que tem tudo a ver com as festas de fim de ano: o espumante.

“É uma bebida que que quando tu ouve o estouro do champanhe te dá uma felicidade”, diz Guilherme Lazzari, administrador.

O produto da última safra já está pronto para os brindes de 2019. São mais de 20 milhões de garrafas. E pra agradar diferentes paladares são muitas as opções: o espumante preferido no país ainda é o Brut. Mas o moscatel, de sabor adocicado, vem conquistando admiradores.

“Outro produto que está muito em alta são as espumantes ice, que elas são demi sec, com açúcar um pouquinho mais elevado, que a sugestão é tu tomar com gelo. Em taças de vinho, uma folhinha de hortelã, frutas, fica muito bacana. Piscina, bem verão”, explica Jylson Carvalho, sommelier.

Os espumantes nacionais estão cada vez mais internacionais. Prova disso é a quantidade de garrafas exportadas.

Foram 332.023 litros em 2018, um aumento de 69,94% em comparação ao ano passado.

Os maiores compradores são os países da Ásia, principalmente China e Japão. Sucesso confirmado pelas premiações conquistadas em concursos internacionais. Muitos deles na França. Os vinhos e espumantes brasileiros ganharam 302 medalhas só neste ano.

“O Brasil já tem grandes vinhos, grandes empresas produzindo grandes vinhos, merecidamente produtos de alta qualidade. E os nossos consumidores estão dizendo isso e as medalhas também, né?”, comemora Luiz Carlos Sella, sócio proprietário da vinícola.

“O espumante é um vinho da celebração, da alegria, da festa, da virada do ano, mas a gente também indica que ele tem que ser consumido responsavelmente. Se passar do limite, isso vai prejudicar a própria saúde e não se vai aproveitar do prazer que ele proporciona. Então, a recomendação também é, se beber, não dirigir e consumir com moderação”, diz Carlos Paviani, diretor do Instituto Brasileiro do Vinho.