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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Na região Sul do país é muito comum encontrar traços da cultura Tirolesa, seja em objetos, arquitetura ou até na culinária. Em Rio do Sul, proprietários de um estabelecimento que recebe eventos decidiram instalar um campanário, uma espécie de sino utilizado como forma de comunicação naquela região, para relembrar a cultura dos antepassados e decorar o espaço.

Joélcio Fronza conta que ele e a esposa possuem antepassados que viveram na região que Abrange parte da Itália e Áustria, e que a aquisição é uma forma de preservar a tradição. “A gente adquiriu o campanário no ano passado, mas só foi instalado este mês. Nós decidimos justamente para tentar preservar a cultura tirolesa que presente no extremo norte da Itália e Áustria. Antes de existirem os países, essa região já se chamava Tirol, uma região que independentemente dos países estarem constituídos, sempre existiu e mantém as características até hoje”, revela.

Ele conta que os campanários eram muito utilizados na comunicação entre camponeses que ficavam em casa e os que saíam. “Como era uma região muito montanhosa, os camponeses iam para as montanhas e não havia comunicação. O jeito era e comunicar através dos sinos. Conforme o número das badaladas havia um significado. Também era usado para comunicação entre povoados isolados. Eles eram um tipo de ‘WhatsApp da época’. É bem tirolês e praticamente todas as casas têm um. Aqui será mais para decoração, mas vai servir para os nossos clientes. Quando o almoço estiver servido, o responsável pelo evento vai poder bater o sino, por exemplo”, explica.

Além do campanário instalado recentemente, os proprietários Joélcio e Vanessa Pasqualini ressaltam que a cultura tirolesa é preservada também de outras formas. “A Osteria está toda voltada ao resgate da cultura, a parte da arquitetura, nos pratos também. O prato de entrada é a polenta com galinha que não é tão austríaca, é mais trentina e sustentou muitas famílias no Brasil, principalmente na região Sul. Depois a gente serve o prato típico tirolês, que é o canederli (knödel) e procuramos de certa forma incorporar um pouco da gastronomia deles”, revela.

Ele ainda conta que tanto a família dele, quanto a da esposa tem antepassados tiroleses. “Somos de Rio do Sul, tanto eu quanto minha esposa. Meu nome completo é Joélcio Fronza, sou engenheiro agrônomo e o dela é Vanessa Cristina Pasqualini, e os antepassados são originários das regiões de Trento. Fronza do município de Civezzano e Pasqualini também da região de Trento, de Bozentino”, finaliza.