Política
Foto: Divulgação.

Candidata a deputada federal pela Rede Sustentabilidade, a professora ibiramense Mari Hass, diz que está disputando a vaga, porque assim como a maioria da população, está cansada de perder os seus direitos. Ela defende bandeiras como o empoderamento feminino e fim de privilégios e Fundo Partidário.

Mari conta que entrou na política em 2015, quando foi fundada a Rede no município. E no mesmo ano se candidatou a vereadora de Ibirama, mas acabou não se elegendo.

Ela afirma que quer defender na Assembleia o empoderamento feminino. “Que a mulher não seja aqueles 30% que a Lei exige, que cada chapa tem que ter essa porcentagem de mulheres em cada setor. Eu acho isso o fim! Nós não temos que ser o tapa buraco. Acredito que a mulher é muito mais do que isso. Nós mulheres temos que saber que somos importantes em tudo, tanto em casa, quanto fora de casa, na política, e nós temos mais sensibilidade também”, explanou a candidata.

Mari afirmou também, que é contra a reforma da previdência, porque quem deve são os bancos e as grandes empresas que sonegam impostos o tempo todo. “Talvez se tivesse uma fiscalização, seria diferente. E é isso que o deputado tem que fazer. Propor, analisar, votar e fiscalizar o Executivo”, disse.

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A candidata disse ainda que o que o país precisa é de de reformas tributárias e trabalhistas. “Tem que mudar. Estamos cansados de perder os nossos direitos. Acho que a reforma trabalhista só veio para acabar com o que foi conquistado com muita luta, muitas ideologias e foi tudo por água abaixo”.

Outra bandeira que Mari defende, é o fim dos privilégios. “Um deputado ganha mensalmente R$ 197 mil, somados os 533 parlamentares, no fim do mês são R$ 168 milhões pagos, que a população paga. São R$ 33 mil de salário, mais R$ 97 de auxílio gabinete, mais auxílio doença, e tudo somado chega a essa quantia. Isso tem que acabar”, disparou.

Mari completou dizendo que é com o fim da reeleição que começa a verdadeira renovação política. “Precisa de renovação de outros partidos, ideias e pessoas. Somos a favor da candidatura independente. Seria muito mais sério se fosse assim. A corrupção tomou conta do Brasil e acho que tem que acabar, não podemos mais reeleger políticos”.

Quanto à representatividade, a candidata foi enfática ao dizer que isso a população tem, mas não há efetividade. “São 14 federais em Santa Catarina, mas falta cobrarem, fazer o verdadeiro papel do Legislativo. Não há efetividade no que eles propõem em fazer. Falta interesse no Alto Vale. Olha nossa BR-470, ninguém faz nada. Eles nem andam nela. Não visitam nossa região, a não ser no período de eleição. Algumas coisas acontecem, mas tem muito a desejar. Falta o representante lutar por Santa Catarina.”

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Ela finalizou dizendo que é contra emendas parlamentares e o Fundo Partidário. “Emenda é aquele dinheiro que o deputado ganha para trazer pra sua região que pra mim é berço eleitoral, onde começa a corrupção. Deputado federal não tem que mexer com dinheiro não. A emenda é direcionada para reeleição. Acho que o certo é facilitar a entrada do prefeito para pedir verba. E sou extremamente contra Fundo Partidário, eu não tenho patrocinadores e empresários por trás de minha candidatura, porque se eu for eleita, eu tenho que defender quem me elegeu e não quem me bancou”, finalizou Mari.

Elisiane Maciel