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Foto: Helena Marquardt

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Quando a pandemia passar os estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) já estarão prontos para colocar em prática um projeto inovador que promete levar mais alegria e um atendimento mais humanizado a pacientes internados em hospitais de toda a região. O “Palhaçoterapia” já é uma realidade na instituição e eles vm passando por aulas com diversos profissionais para aprender a levar sorrisos, uma espécie de tratamento que pode trazer resultados tão positivos quanto os medicamentos.

Um dos coordenadores do projeto, o estudante Jades Felipe Kollet Krause, conta que até agora duas turmas já passaram pela capacitação e que eles já chegaram a fazer atuações em locais como creches, asilos e até hospitais, mas que a pandemia impediu o lançamento oficial. Quando ela passar eles irão fazer visitas regulares nas instituições de saúde. “Todo semestre vamos abrir novas vagas de capacitação para os estudantes, e esperamos que futuramente esse projeto se expanda para outras áreas, afinal ele leva empatia e ajuda os pacientes. Sabemos que hoje o medicamento não é tudo e trabalhamos muito isso dentro da faculdade”, ressalta.

O estudante da sexta fase diz ainda que só pelo fator do paciente estar mais feliz já contribui para uma melhora no seu tratamento. “Levar alegria para esses pacientes é fundamental. Esse projeto tem tudo para dar certo e tenho certeza que estaremos indo a muitos locais e ajudando muitas pessoas”, disse.

A estudante da quarta fase de Medicina, Maria Luiza Amorim, relata que decidiu participar do “Palhaçoterapia” porque acredita na iniciativa que já é desenvolvida de forma parecida em outras instituições e que traz resultados muito positivos. “Chama muito a atenção porque na faculdade desde os primeiros anos a gente já aprende muito sobre a empatia com as pessoas, não só o tratamento medicamentoso. Muitos pacientes vão a um consultório para conversar então acho que levaremos muita alegria e vamos sensibilizar as pessoas que precisam desse contato e estão naquele momento no ambiente hospitalar” , opina.

Gabrielly de Almeida Gasparotto, da sexta fase, é outra estudante que participa do “Palhaçoteria” e elogia o projeto. “É um projeto incrível porque gira em torno da humanização da medicina, levando arte, alegria e conforto a esses pacientes. Além da melhora dos pacientes tenho certeza que será um grande crescimento pessoal e profissional para todos nós participantes, afinal nos divertimos e aprendemos um com o outro”, ressalta.

A professora de teatro de Ibirama, Silvana Mara Cristovão da Silva, foi convidada a ministrar algumas aulas no projeto e diz que ele é único e muito importante. “Me emociona muito porque são estudantes que serão médicos e que estão preocupados com o ser humano em todos os sentidos, em seu estado físico, afetivo, psicológico e é isso que precisamos. São jovens que estão se entregando com muita dedicação a um projeto de arte e com a preocupação com o bem estar dos pacientes”, finaliza.