Alto Vale
Foto: Reprodução/Facebook

Atualmente, o Hospital e Maternidade de Agrolândia, que é mantido pela Fundação Hospitalar Alex Krieser, possui uma dívida acumulada que passa de R$ 1 milhão. Por isso, para arrecadar recursos urgentes para a instituição, acontece neste sábado (30), às 20h, no Clube Continental, um jantar beneficente. Mas apesar da boa intenção, o evento tem gerado debate entre a população, que não concorda com o valor do jantar. Cada cartão, que é válido por casal, está sendo vendido por R$ 500.

Em nota publicada no Facebook na última quarta-feira (27), o hospital ressalta que o jantar é simbólico, e que o valor pago será uma “demonstração de ajuda ao hospital, que passa por um momento crítico financeiro”. Ainda, a publicação diz que a diretoria da instituição trabalha de forma voluntária, e que as dívidas foram se acumulando ao longo dos anos. “Esclarecemos também que na atual administração não houve ausência de médico nenhum dia, e que o hospital tem em média 1.200 atendimentos por mês. Quem tem dúvida quanto à origem do dinheiro que a instituição recebe, o que é gasto mensalmente e a dívida atual, pode procurar a Diretoria da Fundação”, informa a nota.

Muitas pessoas reagiram à publicação e discordaram das colocações feitas pelo hospital. Um dos internautas comentou: “é um absurdo R$ 500 para duas pessoas. Aqui em Agrolândia, R$ 500 é a janta e o almoço de muitas famílias por mês”. Outro internauta ainda complementou: “Por que não fazem uma feijoada e usam o parque da Fecol? Daí não precisa pagar aluguel para clube nenhum. A Prefeitura poderia doar o feijão e os ingredientes. Com preço popular a R$ 20, tenho certeza que daria muita gente e seria justo para todas as pessoas”.

A administradora do Hospital e Maternidade de Agrolândia, Sibele Leite, explica que para obter algum alívio financeiro, será preciso vender ao menos 200 cartões, número que ainda não foi alcançado. “Para a gente parcelar a dívida, o INSS exige um valor como entrada. Por isso que estamos fazendo esse jantar. A ideia é vender cerca de 200 cartões e dar uma entrada de mais ou menos R$ 100 mil”, declara Sibele.

Repercussão positiva

Nem todo mundo criticou o valor do jantar. “Nós temos que olhar para frente. E se fechar? Não adianta remoer o passado. Como cidadãos temos que avaliar não pensando só em nós mesmos, mesmo porque cedo ou tarde também podemos precisar. Será que não vale a pena apostar na ideia de que pode dar certo e contribuirmos? Cada um dentro das possibilidades. O jantar é simbólico”, disse uma internauta. Outra pessoa ainda complementou: “Não é fácil tocar um hospital. A despesa é muito alta, as pessoas só vão entender quando tiverem que assumir uma responsabilidade dessas”.

A administradora do hospital afirma que a diretoria não está vendendo um jantar, mas a ideia de ajudar a instituição. Segundo ela, o evento é uma confraternização para quem quiser contribuir de alguma forma. “A gente nunca pensa em fechar, a gente trabalha com a ideia de que isso não vai acontecer. A situação na verdade é igual a da saúde de todo lugar, está difícil em todas as cidades, em todos os hospitais”, conclui Sibele.

Carolina Ignaczuk