Alto Vale, Saúde
Foto: Divulgação/ilustrativa

Cláudia Pletsch/DAV

O primeiro exame realizado em um dos nove primatas encontrados mortos no município de Atalanta apresentou resultado positivo para febre amarela. Nas últimas três semanas outros 25 macacos foram encontrados mortos em diversas localidades do município de Braço do Trombudo, que aguarda o resultado de exames para a confirmação da doença. Em Atalanta a confirmação trouxe a preocupação com a imunização da população da cidade e até mesmo da região, já que não existe tratamento para a febre amarelae a única forma de prevenção é através da vacina.

O resultado positivo veio através de um exame de coleta de sangue do animal realizado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Santa Catarina, e a enfermeira responsável pela Vigilância Sanitária do município de Atalanta, Lara Fernanda Kersbaumer, explica que muitas vezes o resultado positivo demora até chegar aos municípios e por isso é muito importante que a população tome a vacina. “A gente teve outras mortes também, mas essas infelizmente não conseguimos fazer a coleta de sangue, somente de vísceras que foram encaminhadas para um laboratório em outro estado e que demora de seis meses até um ano para que o resultado chegue até nós”, avalia.

A enfermeira ainda ressaltou que os nove animais  mortos no município foram encontrados em apenas 30 dias, e que a suspeita é de que os outros animais também tenham vindo a óbito pela doença.

A prefeitura de Atalanta divulgou nota onde pede que a população informe a unidade de saúde mais próxima quando forem identificadas mortes de primatas não humanos, para que seja possível realizar a coleta de amostras para exames ou pelo menos para que haja o mapeamento das ocorrências. A coleta das vísceras do animal precisa ser feita em até 24 horas. Na maioria das vezes o macaco é encontrado em estado de putrefação, mas quando é possível fazer a coleta, o material é encaminhado para análise em um laboratório de referência.

A prefeitura destacou ainda a importância de conscientizar a população sobre o transmissor da doença, já que os macacos são apenas vítimas da febre amarela e agem como sentinelas. Devido ao fato de viverem na região de mata onde está o mosquito transmissor, eles são os primeiros a morrer.