Estado
Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O governador Raimundo Colombo, os secretários de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, e da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, o secretário-adjunto da Infraestrutura, Paulo França, e o presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, receberam a imprensa, ontem pela manhã, para um balanço de 2017, falando sobre ações concluídas, em andamento e projetadas. Colombo afirmou que todas as obras em execução têm recursos assegurados para serem concluídas, ou seja, não havendo o risco de paralisação por conta da mudança de governo.

Atravessar o pior da crise econômica protegendo a economia catarinense foi, para Colombo, o maior legado de seu governo, confirmado nos índices de emprego, por exemplo. “Foi um período muito duro, ainda está sendo, e nosso estado está se saindo muito melhor que outros estados. Até o mês de setembro, Santa Catarina respondeu por 80% dos empregos formais criados no Sul do país e por 22% das vagas abertas no Brasil”, apontou.

Educação

A Educação pública foi um dos setores mais atingidos pela crise econômica, uma vez que muitos estudantes migraram de escolas da rede privada para escolas da rede pública. Mesmo assim, para o secretário Deschamps, da Educação, o ano foi muito positivo, resultado, em parte, do trabalho feito em exercícios anteriores para equacionar questões de carreira dos professores.

No total, o Estado tem 1.073 escolas com 506 mil alunos e 42 mil professores, distribuídos em ensino Fundamental, Médio, Médio Integral, Médio Inovador, Médio Integrado à Educação Profissional, Educação de Jovens e Adultos, incluindo população quilombola e carcerária. Somam-se aí as mais de 27 mil bolsas de estudo, de 25% a 100%, para graduação e pós-graduação (artigo 170).

Para 2018, ele prevê a expansão de algumas novidades tecnológicas, como matrículas online, modalidade de Educação à Distância de Jovens e Adultos e ampliação da velocidade da internet. Deschamps falou também sobre a reorganização das unidades escolares, um ajuste da oferta à demanda, o que já levou ao fechamento de quase cem unidades. “O crescimento demográfico em índices menores torna isso obrigatório do ponto de vista da gestão”, explicou Deschamps.

O secretário da Educação destacou ainda a parceria com cooperativas e produtores familiares para o fornecimento de alimentação (R$ 16 milhões), a articulação com os municípios para uma série de ações, implantação do sistema preventivo de incêndio nas unidades (R$ 12,2 milhões), recuperação de escolas afetadas por vendavais no Sul do estado (R$ 12,8 milhões), revitalização e construção de escolas, com 102 unidades concluídas e outras 178 em andamento (R$ 84,2 milhões), o investimento na manutenção escolar (R$ 13 milhões) e transporte escolar (R$ 80 milhões), incluindo renovação da frota. Além disso, mil novos professores e cargos administrativos concursados serão efetivados.

Infraestrutura e Deinfra

O secretário-adjunto da Infraestrutura, Paulo França, e o presidente do Deinfra, Wanderley Agostini fizeram apresentações complementares. Em um gráfico, França mostrou que 1.700 quilômetros da malha rodoviária de responsabilidade do Estado sofreu algum tipo de intervenção. “Isso equivale a quase 35% de toda a extensão”, calculou.

Em 2017, 12 grandes obras rodoviárias foram concluídas, em todas as regiões, somando quase R$ 371 milhões em investimentos. Outras 38 estão em andamento, com um total de R$ 2,6 bilhões. O adjunto falou ainda de ações em ferrovias, portos e aeroportos. Para 2018 e os próximos anos, ele prevê a conclusão das obras do Pacto por SC Infraestrutura, elaboração de estudos para ampliação de capacidade de trechos de rodovias estaduais, como SC-283, no Oeste, e SC-108, Jaraguá do Sul/Blumenau e Brusque, e a exigência, junto ao governo federal, de intervenções consideradas prioritárias para Santa Catarina.

Entram aí a ampliação de capacidade e duplicação de trechos de rodovias federais (BRs-280, 282, 470 e 101) essencialmente em seu trecho norte; a implantação de ferrovias (Leste/Oeste, Litorânea e Norte/Sul); e ampliação de capacidade rodoferroviária no Porto de São Francisco do Sul.

Já o presidente do Deinfra apresentou uma série de obras que estão em andamento, chamando a atenção para o fato de que 80% da malha rodoviária pavimentada de Santa Catarina são da década de 1980.

Defesa Civil

Moratelli focou no sistema de alertas para a população, que já acontece por meio das mídias digitais e, mais recentemente, com a implantação do sistema por SMS, lembrando que, para se chegar a esta possibilidade, foram necessárias ações estruturantes, como a implantação, com recursos do Estado, dos radares meteorológicos de Lontras (R$ 12,5 milhões), de Chapecó (R$ 14 milhões) e o radar móvel do Sul (R$ 4 milhões). “Foi necessário vencer muitas etapas, até a de regulamentação para o uso do SMS. O objetivo é chegarmos a um milhão de cadastros em 2018, o que representará informação confiável chegando a pelo menos 3 milhões de pessoas.”

A Defesa Civil catarinense, referência para outros estados, está realizando o Mapeamento de Risco Geológico e Hidrológico. Em 18 meses de trabalho será feito um diagnóstico completo do território catarinense, indicando os pontos que precisam de maior atenção e cuidado. Moratelli mostrou um mapa com a localização dos 20 Centros Integrados de Gerenciamento de Riscos e Desastres Regionais (Cigerds), boa parte já em funcionamento, com salas de situação ligadas ao Centro de Florianópolis, que articula todos os órgãos envolvidos.

Andréa Leonora

CNR-SC/ADI-SC/Central de Diários