Alto Vale

Reportagem: Cláudia Vera Pletsch e Rafaella Correa/DAV

Um exemplo de cidadania de  moradoras do Alto Vale é inspiração para todos os eleitores. Duas idosas de 93 e 97 anos foram às urnas nessa eleição para exercer o direito do voto e contribuir com a democracia. Elas escolheram seus candidatos com muito orgulho no último domingo e contaram o que as motivou a participar mesmo não sendo mais obrigatório.

Rosina Dolzan, de  97 anos, foi uma delas. A moradora de Rio do Sul foi votar cedinho no domingo e recebeu o incentivo da família. Ela conta que fica muito contente em poder exercer a cidadania. “Eu quase não saio de casa e até não precisava ter ido, mas no final eu fiquei bem contente. Meus netos me ajudaram a andar até lá e eu consegui votar. Até agora, todos os anos eu fui votar e dessa vez fomos dar uma volta e já aproveitamos para ir lá na urna”, conta.

A neta da Dona Rosina, Jouse Cristina de Andrade Fronza, conta que o pedido da avó surpreendeu a família. “No domingo viemos visitá-la e comentamos sobre as eleições, então ela nos surpreendeu dizendo que também queria votar e a gente então incentivou ela a ir. Ela sempre foi muito ativa, sempre trabalhando, mas de uns dois anos pra cá que está mais reservada, mais limitada por conta da idade, mas nesse dia ela ficou contente, se arrumou e fomos”, comentou.

Outro exemplo é a dona Terezinha Kammers que está com 93 anos e mora em Ituporanga. Ela se mostra participativa e diz que não abre mão de votar. “Decidi votar porque é um direito meu. Eu não precisava mais, tenho 93 anos e poderia ter ficado em casa, mas achei melhor ir. Tenho essa idade, mas estou bem, estou consciente e resolvi contribuir com as pessoas escolhendo com a minha experiência os candidatos em que confiava. É um direito importante e não poderia deixar passar, me acomodar na sala de casa. Tive medo por causa do vírus que está por aí, mas fui de máscara, usei álcool para limpar as mãos e tentei ficar longe das outras pessoas para me cuidar também, e deu tudo certo. Eu tenho minha irmã que está com 95 e que também foi votar”, afirma.

Os familiares se mostram muito felizes com a consciência e força de vontade das duas e esperam poder ajudar elas nas próximas eleições daqui a quatro anos.