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Com as mudanças ocasionadas pela pandemia muitos trabalhadores autônomos sentiram o impacto econômico do desemprego, e a falta de dinheiro fez com que buscassem outras fontes de renda para continuar a sustentar a família. As pessoas tiveram que se reinventar e algumas até mesmo se descobriram em uma área que nunca tinham imaginado. É o caso de uma moradora de Rio do Sul que trabalha com costura há cerca de 20 anos. Esse trabalho é sua única fonte de renda e ela chega a ter clientes até mesmo de outros estados.

A costureira Tatiani Pereira explica que há 14 anos trabalha de forma autônoma costurando roupas, sacolas para brindes, toalhas, e diversos outros itens. Com clientela fiel nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, e Rio Grande do Sul a moradora conta que há quatro anos resolveu apostar na sublimação, já que antes ela fazia somente a costura dos materiais. “Antes eu só costurava e enviava para as empresas estamparem, mas há quatro anos eu comecei a estampar também algumas roupas, agora já faço diversas peças personalizadas”, relata.

Por conta da pandemia Tatiani viu suas encomendas despencarem e lembra que se assustou nos primeiros momentos, mas usou a criatividade e aproveitou a oportunidade para começar a fabricar e estampar máscaras de tecido, e o que chama a atenção são as estampas personalizadas para empresas e também divertidas para as crianças. “Nesse ano quando começou a pandemia foi bem pesado mesmo, nos primeiros 15 dias não entrou nenhum pedido, mas aos poucos foi voltando e melhorou 80% desde maio. Como eu fiquei parada 15 dias eu pensei em começar a fazer as máscaras pois era o que todo mundo estava fazendo. Comecei a fazer elas lisas e de uma cor só, aos poucos iniciei a produção de alguma coisa estampada para poucas pessoas mas o pessoal começou a divulgar e eu divulguei bastante também, aí que começaram a aparecer os pedidos. Apesar disso ainda tem muitas pessoas que criticam dizendo que não é o momento de vender, que era um momento de doar e ter mais amor ao próximo, só que é minha única fonte de renda, eu vivo disso, e sem falar que das máscaras lisas eu cheguei a fazer doações”, ressalta.

Tatiani conta ainda que um dos motivos do sucesso das máscaras estampadas é a busca por novidades, ela diz que começou a fazer parte de grupos de sublimação nos quais os integrantes se ajudam compartilhando ideias. “Quando eu conheci a sublimação eu parti para esse ramo para ter um lucro maior, pois fazer facção para empresas acaba sendo um trabalho que você trabalha muito e ganha muito pouco. Hoje até empresas que me pedem eu faço uma logo e mando para a aprovação, depois de aprovadas eu faço a estampa e se preciso fabrico a peça”, finaliza.