Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Uma verdadeira corrida contra o tempo para garantir ao menos mais qualidade de vida. Essa tem sido a busca desesperada dos pais de Larisa Brito Kisner, de 24 anos. A jovem foi diagnosticada com uma doença degenerativa que não tem cura, mas cujo tratamento pode amenizar os sintomas. Por isso a família busca ajuda financeira para a realização de uma cirurgia.

A mãe de Larisa, Maria Brito Kisner, conta que os primeiros problemas apareceram há cerca de um ano quando a filha passou a sofrer com dores de ouvido constantes. “A gente vivia tratando de dor de ouvido e nunca melhorava. Depois começou com dor no maxilar até que um dia a boca dela travou e ela não conseguia mais abrir. Fomos numa dentista e a profissional achou estranho e pediu para fazer uma tomografia e quando pegamos o resultado apareceu um cisto entre o ouvido e maxilar”, lembra.

O caso foi encaminhado a um especialista de Rio do Sul e três ressonâncias foram solicitadas e depois da última o médico disse que não poderia fazer nada pela paciente porque o caso estaria muito avançado. “Naquele momento eu entrei em choque. Ele não nos explicou direito, só disse que ela teria que fazer uma cirurgia e pesquisando conhecemos o doutor Eduardo Parente que é de Florianópolis. Marcamos uma consulta e depois de mais uma série de exames descobrimos que a origem do cisto era por causa de uma doença degenerativa”.

O diagnóstico de Larissa foi de doença articular degenerativa, mais conhecida como DAD que é uma alteração que atinge exclusivamente as articulações sinoviais e caracteriza-se por fibrilação, fissuração na cartilagem, microfraturas, cistos e esclerose no osso. “Essa doença não tem cura e o médico explicou que o maxilar dela já está comprometido por isso ela sente essas dores insuportáveis quando ela abre e fecha a boca, o osso já está machucando e a única coisa que tem para fazer, para amenizar, é essa cirurgia”.

A mãe, que trabalha como conselheira tutelar explica que mesmo antes do procedimento cirúrgico a moradora de Laurentino terá que usar um aparelho ortodôntico para puxar o maxilar e só depois desse deslocamento viria a cirurgia para a colocação de um pino que impediria novas movimentações. “Essa cirurgia não cura a doença, mas pelo menos daria uma melhor qualidade de vida, para ela viver sem dor”.

Agora a família, que não tem condições financeiras de arcar com o tratamento, busca ajuda através de uma vaquinha virtual para arrecadar os cerca de R$ 35 mil necessários. Caso o procedimento não seja realizado, além da dor, a jovem pode ter os ossos do crânio deslocados e diversos outros problemas em decorrência disso. “Só queremos amenizar a dor dela para que ela possa viver, por isso estamos pedindo qualquer ajuda. Hoje ela não consegue sequer dormir ou se alimentar”, lamenta a mãe.