Alto Vale

Reportagem: Gabriela Szenczuk/DAV

A pandemia do coronavírus tem assustado e deixado muita gente insegura com relação às finanças. Em Atalanta, com a família Bechtold, não é diferente. Terezinha das Graças e Valmir Bechtold, de 61 e 67 anos, respectivamente, têm três filhos e estão passando por grandes dificuldades há três anos. Com o cenário econômico atual, tudo piorou e o filho mais velho do casal, Douglas Bechtold, decidiu pedir a ajuda da população.

Wagner Bechtold, sobrinho de Terezinha e Valmir, entrou em contato com a reportagem em nome da família. Ele, que é primo de Douglas, de 40 anos, e da Daise e Daiana, gêmeas de 38 anos com paralisia cerebral, se sensibilizou com a situação que os primos e tios vêm enfrentando.

Wagner conta que há três anos tudo já está complicado, mas agora ficou pior ainda. Valmir, contraiu a gripe H1N1 em 2017 e depende de medicações diárias. Além disso, há cerca de dois meses ele teve uma queda no banheiro, fraturando a perna e rompendo ligamentos. Agora, além das duas gêmeas com paralisia cerebral, o pai das mulheres também está acamado. “Não bastasse tudo isso, minha tia, esposa dele e mãe das meninas, decaiu muito e entrou em depressão”, conta Wagner. Ele relata, ainda, que Terezinha sofre com surtos psicóticos frequentes e as tarefas de casa, como comida e limpeza, além dos cuidados com as filhas, não consegue mais fazer.

Além de toda a situação de saúde da família, a casa onde eles moram, agora em Blumenau, está em situação precária. “Está tomada de cupins, além de eles estarem precisando de ajuda de alguém para limpar e cuidar dos serviços domésticos que a minha tia não faz mais”, diz.

Para ajudar de alguma forma, o sobrinho, além de divulgar o caso, criou uma vakinha online, que contém os dados bancários da família, e que as pessoas que se sentirem à vontade podem auxiliar financeiramente. “É muito importante o auxílio de cada um. É um apelo em nome dessa família humilde, com um coração enorme, com fé e Deus no coração”, finaliza Wagner.