Cidade
Foto: Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Ter uma parada cardíaca com apenas 17 anos durante um jogo de futebol nunca passou pela cabeça de João Luis Policarpo, mas o que era improvável aconteceu e depois de ser reanimado duas vezes e passar mais de 90 dias no hospital, muitos deles na UTI, o jovem finalmente voltou para casa. Mas a luta pela recuperação ainda está longe do fim e por isso a família lançou uma campanha para conseguir dinheiro para seguir com o tratamento.

O pai, Gledson João Policarpo, conta que naquele dia jogava ao lado do filho quando ele caiu em quadra. “Foi no dia 19 de julho, a namorada dele, a minha esposa, meu sobrinho, todos estavam lá assistindo ele jogar comigo e depois de cinco minutos de jogo ele teve uma parada cardíaca e caiu”.

Segundo Gledson, como os bombeiros e Samu demoraram a chegar ao local, ele mesmo decidiu levar o filho ao hospital. Ao chegar à unidade ele foi reanimado e em seguida teve mais uma parada cardíaca que durou seis minutos. “No laudo deu que ele é sobrevivente de morte súbita cardíaca e os médicos falaram que ele é um milagre. O que aconteceu com ele foi gravíssimo, mas ele é forte, é guerreiro e está aí lutando pela vida”.

João ficou 92 dias nos hospitais de Rio do Sul e Florianópolis e teve que passar inclusive por uma traqueostomia. Nesse período teve ainda várias complicações como uma infecção hospitalar e precisou receber um aparelho que funciona como uma espécie de desfibrilador caso o coração pare novamente. “Se acontecer alguma coisa esse desfibrilador vai manter o coração dele batendo até que chegue o socorro necessário”, explica o pai.

Depois de tanto tempo no hospital e tantos procedimento o jovem ficou bastante debilitado e terá que seguir o tratamento com uma equipe multiprofissional. “Ele vai precisar de órtese, cadeira de rodas, terá que fazer fisioterapia, fono, passar por neurologista, nutricionista e será um processo bem longo, então estamos iniciando essa luta e por isso decidimos pedir ajuda”.

Gledson conta que a família não tem como cobrir tantos gastos nesse momento, já que a empresa foi bastante impactada pela pandemia e lançou então uma vaquinha virtual para tentar arrecadar cerca de R$ 50 mil. “Não é fácil, tivemos que deixar o trabalho para cuidar dele que precisava da gente e o dinheiro foi acabando, por isso estamos pedindo essa ajuda de quem puder contribuir”, pede o pai de João.

Quem quiser fazer uma doação pode transferir qualquer quantia ao Banco Sicoob – 756, agência 3249 e conta corrente 14311-1 em nome da mãe do jovem, Fernanda Desire Regis da Silva Policarpo. Doações por pix podem ser feitas com a chave CPF 006.715.719-07.Para doações diretamente no site o ID é 2481143.