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Uma rede de farmácias de Rio do Sul precisará indenizar um casal por mais de R$ 40 mil após venderem um medicamento que deixou o bebê deles internado na UTI por três dias. A vítima tinha pouco mais de um mês quando o remédio prescrito foi trocado pelo estabelecimento.

A família queria comprar o medicamento Bromoprida para tratar refluxo. Após administrar o remédio em casa, a mãe percebeu que o bebê tinha dificuldade para respirar e chorava muito

Foi só aí que o casal percebeu que o bebê havia ingerido Brimonidina, um remédio potente para tratamento de glaucoma. O bebê foi imediatamente para o hospital, onde passou três dias em Unidade de Tratamento Intensivo intubado.

Em 1º grau, o juízo concedeu indenização de R$ 20 mil para a criança e mais R$ 10 mil para cada um dos pais, com correção monetária. A família também será indenizada em mais R$ 140 pelos gastos com medicação.

Inconformada com a decisão, a rede de farmácias recorreu ao Tribunal de Justiça. Segundo eles, não havia provas de que a Brimonidina causou a emergência médica, culpando a mãe e alegando que o bebê não sofreu sequelas.

O desembargador André Carvalho confirmou a sentença que condenou a rede de farmácias ao pagamento de R$ 40,1 mil, acrescidos de juros e de correção monetária, para a família pelos danos morais e materiais.

“A alegação de que inexistiria prova nos autos no sentido de que o fármaco Brimonidina foi o causador da emergência médica não se sustenta, afinal o vínculo está claramente comprovado na documentação médica acostada à exordial, da qual se extrai: ‘Motivo da admissão: intoxicação exógena por tartarado de brimonidina’ […]”, afirmou.

A sessão foi presidida pela desembargadora Denise Volpato e dela também participou o desembargador André Luiz Dacol. A decisão foi unânime