Estado
Foto: Débora Cláudia

Os setores de metalurgia, mecânica e material elétrico estão entre os líderes na criação de empregos em Santa Catarina, com quase 3 mil novos postos de trabalho neste ano. A informação foi destacada na noite de segunda-feira (18) pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, durante a posse da nova diretoria do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Rio do Sul (Simmmers) para o triênio 2017/2020, que tem à frente o empresário André Odebrecht. Ele sucede Germano Emílio Purnhagen, que presidiu o sindicato por 16 anos.

“Reforçamos a certeza de que são necessárias estruturas sólidas de organização empresarial, como o Simmmers, para fortalecer as indústrias dos setores que representa, assim como ampliar a renda das regiões onde estão instalados”, disse Côrte, que chamou atenção para o importante papel dos sindicatos industriais num momento em que o País começa a sair da recessão. “A Fiesc tem destacado a necessidade de fortalecer a matriz econômica de Santa Catarina, fomentando a produtividade e a competitividade da indústria. Entretanto, avançar nesse propósito depende de o associativismo se fazer continuamente presente, congregando agendas em prol do desenvolvimento do Estado”, afirmou.

Ao falar da conjuntura, o presidente da Fiesc chamou atenção para a condição diferenciada do Estado. Mesmo compreendendo apenas 1% do território nacional, Santa Catarina possui o 6º maior PIB. “A diversidade produtiva e a desconcentração regional, ao permitir que os impactos da crise tardassem a ser sentidos, também têm potencializado a recuperação”, disse Côrte. “Com a atividade concentrada nas micro e pequenas indústrias, ocupamos o 3º lugar no ranking de competitividade dos Estados e, entre os indicadores de dinamismo econômico em 2017, somos o 2º com maior crescimento na produção industrial estadual, o 2º na geração de empregos industriais e o 8º maior exportador”, acrescentou.

O desempenho catarinense, argumentou Côrte, está ligado à determinação do industrial do Estado. “Ele não se deixou contaminar pela crise e não parou de trabalhar e investir. Olha para um horizonte mais longo do que a conjuntura circunstancial que vivemos. Trabalha para o desenvolvimento do Estado e para o emprego”, afirmou. “Todos são favoráveis à criação de empregos, mas alguns, infelizmente, são contra o empregador. O empreendedor industrial precisa ser reconhecido como fator indispensável para a promoção do desenvolvimento”, completou.