Alto Vale

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Com a pandemia do coronavírus e restrição de alguns tipos de viagens, muitos moradores do Alto Vale têm procurado visitar locais onde haja mais contato com a natureza como o Três Picos, em Rio do Sul, e o Planalto Mirador, em Presidente Getúlio, por exemplo. Porém, em alguns casos os “rastros” de lixo e até fogueiras deixados nesses pontos têm preocupado autoridades. O aglomero de pessoas também serve de alerta sobre a importância do cumprimento de medidas de segurança.

Em Rio do Sul a Guarda Municipal alerta que dezenas de pessoas têm visitado o local conhecido como três picos aos finais de semana e deixado inclusive embalagens de bebidas alcoólicas. “A utilização de locais públicos como parques, praças e outros locais foi flexibilizada, porém eles só podem ser utilizados com os devidos cuidados como uso de máscaras e distância para evitar propagação do vírus, mas o que está acontecendo, principalmente em locais mais distantes, é a aglomeração de pessoas, falta de bom senso e cuidado pelos frequentadores e isso é um problema. Além de tudo ainda deixaram lixo espalhado”, disse o comandante da GM Robson Ferreira.
Ele ressaltou ainda que a Guarda vai tentar fiscalizar estes locais, mas só o bom senso da população vai trazer o resultado esperado e falou que essas condutas são passíveis de punição. “É um crime de descumprimento de medida sanitária e a pessoa também pode responder por desobediência, mas mais do que isso precisamos do bom senso de cada um e que todos façam sua parte”, completou.

O presidente da Associação de Voo Livre do Alto Vale do Itajaí (Avlavi), Leonardo Vendrami, conta que a entidade chegou a publicar uma nota oficial e imagens mostrando o descaso e irresponsabilidade de algumas pessoas que tem utilizado a rampa de voo livre, mais conhecida como Planalto, em Presidente Getúlio, e deixado lixo jogado, além de fogueiras acesas que podem causar incêndios.
“Lá é um terreno particular e para voarmos lá tivemos que conseguir autorização porque já houve muita bagunça no passado e agora começou de novo. O pessoal vai lá, acampa e faz até fogueiras. Quando saem deixam lixos e brasas acesas, o que traz o risco de causar um incêndio na mata”, relata. Ele afirma que a situação de banalização se agravou com a pandemia e ressalta que o pedido da entidade é para que todos ajudem a cuidar do meio ambiente e respeitem as regras impostas nesse local cujo os associados têm direito de uso. “Ou corremos o risco de perder a rampa a qual nós batalhamos para ter ativa há mais de 20 anos”, conclui.