Alto Vale

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Uma frentista de um posto de combustíveis de Taió foi agredida por uma cliente depois de colocar por engano R$ 3,00 a mais de gasolina. Mesmo dando o desconto na hora do pagamento,  a mulher recebeu um soco no rosto. Já a agressora fugiu do local e agora a Polícia Civil tenta identificá-la.

O caso aconteceu na noite de terça-feira (18), por volta das 21h17. De acordo com o proprietário do posto de combustíveis, Marino Anderle Junior, a mulher chegou de carona em um carro vermelho e pediu que a frentista abastecesse R$ 20, mas a funcionária acabou colocando R$ 23 de gasolina.

Alterada, a cliente passou a agredir verbalmente a frentista e em seguida desceu do carro e deu um soco no rosto da vítima quando ela lhe entregava o troco. “A gente já está acostumado com as agressões verbais. Falam que somos bandidos, que somos uma máfia por causa dos aumentos no preço da gasolina, mas esse caso passou dos limites. A funcionária deu o desconto dos R$ 3,00 que a cliente acabou ganhando a mais de combustível, mas a mulher mesmo assim chamou ela de incompetente, ofendeu e deu um soco na cara de uma mãe de família”, relata.

Ele conta ainda que depois da agressão, a mulher que estava de carona num carro com placas de Mirim Doce fugiu do local. “Anotamos a placa e o carro está em nome de um homem, mas já fizemos o Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil está tentando fazer a identificação para que ela seja punida, porque estamos muito indignados, foi um ato covarde por um motivo banal”.

Marino declarou que as duas não se conheciam, nem haviam tido qualquer discussão anteriormente que motivasse a agressão e afirmou que a frentista foi bastante educada e respeitosa, mesmo diante dos xingamentos da cliente. Após a agressão a Polícia Militar foi chamada, mas quando chegou ao local a mulher já havia fugido.

Frentista deixou filho doente para ir trabalhar

Nas redes sociais a frentista, Fernanda Macoppi, lamentou a situação e contou que no dia da agressão deixou o filho doente para ir trabalhar. “A que ponto chegamos? Além de deixar meu filho doente em casa para ir trabalhar, chegar ao ponto de apanhar na cara. Errar é humano. Errei e assumi meu erro e pedi desculpas, mas a indignação é grande”, declarou.