Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Após as cheias da última semana, diversas cidades do Alto Vale e de outras regiões do estado ainda contabilizam prejuízos. Na região, pelo menos sete cidades tiveram que decretar situação de emergência em razão das chuvas e agora, o Governo do Estado, deve receber planos de trabalho para que as cidades possam ter acesso aos recursos para recuperação.

Em reunião realizada na terça-feira (10) com o chefe executivo estadual e o secretário da Defesa Civil, Daniel Busarello, representantes dos municípios afetados marcaram presença. De acordo com informações repassadas pelas Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, foram contabilizados três óbitos, 9.852 pessoas desalojadas, 869 desabrigados em um total de 52.593 pessoas afetadas.

O governador, Carlos Moisés da Silva, ressaltou que o Estado acompanha a situação e está disposto a dar assistência para estabelecer parcerias e fornecer auxílio financeiro para execução dos planos de reconstrução.

“Nós tínhamos o alerta desse evento climático e, infelizmente, ele se confirmou, afetando os catarinenses em muitos municípios. Estamos acompanhando de perto a situação, agindo de maneira célere em pronta resposta, com a distribuição de itens de assistência humanitária e, agora, na construção de parcerias para efetivar o auxílio financeiro necessário para os planos de reconstrução. Tenho certeza que poderemos contar também com o apoio do parlamento para levar os recursos com a rapidez a quem mais precisa”, enfatizou Carlos Moisés.

Para poder receber os recursos, cada um dos municípios precisará elaborar um plano de reconstrução e encaminhar para a Defesa Civil do Estado para avaliação. Após constatação da necessidade, o repasse será feito.

De acordo com informações divulgadas no site do Governo de SC, o Estado deve auxiliar na construção de casas para aqueles que perderam as suas residências. Essa ação deve ocorrer em parceria com os municípios, uma vez que os terrenos deverão ser cedidos pelas prefeituras, longe de áreas inundáveis, a partir de critérios definidos pela Defesa Civil.

No Alto Vale, os municípios que decretaram emergência foram Agrolândia; Agronômica; Laurentino, Pouso Redondo, Rio do Oeste, Rio do Sul e Taió. A reportagem entrou em contato com alguns municípios para saber sobre os planos de recuperação. Em Pouso Redondo, por exemplo, a expectativa é receber um kit de transposição para reconstrução de uma ponte.

“Tivemos problemas em uma ponte de madeira em uma estrada vicinal e estamos providenciando a documentação para solicitar um kit de transposição de concreto, mas depois a Defesa Civil do Estado ainda vai avaliar”, ressalta o responsável pela Defesa Civil do Município, Teotonio Bonessi.

De acordo com o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, o levantamento dos prejuízos ainda está sendo feito em todas as estruturas públicas, mas sabe-se que até agora, o maior volume fica por conta de todos os serviços interrompidos no período, além da necessidade de retirada de equipamentos, móveis e documentos de alguns dos espaços que estavam muito próximos de serem atingidos.

Além disso, houve necessidade de deslocar equipes da prefeitura para outras frentes de trabalho emergenciais convocadas pela Defesa Civil, o que causa certo prejuízo ao poder público nos serviços que ficam momentaneamente interrompidos.

O prefeito ressaltou ainda que o município está fazendo esforços para buscar apoio estadual e federal para a recuperação de vias e desobstrução de tubulações, já que estas são muito atingidas naquelas regiões mais baixas. Entretanto isso somente será possível caso o decreto de emergência seja homologado pelo governo.