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Arquivo/DAV

 

Jorge Matias

 

Uma denúncia indica que os agentes da Guarda Municipal de Rio do Sul estão utilizando coletes balísticos com a data de validade vencida desde 2016. Os equipamentos de proteção individual foram fabricados em 2010 e teriam garantia de seis anos, mas não foram substituídos quando esse prazo expirou.

 

O autor da denúncia, o advogado Clóvis Hoffmann, disse que a Guarda Municipal já havia comunicado a compra do equipamento em setembro do ano passado, mas que, no entanto, ainda não teria utilizado os coletes porque eles ainda não chegaram mesmo em 2020.

“Os agentes estão utilizando esse equipamento irregular desde 2016. Se eu fosse um Guarda Municipal, jamais iria vestir um colete vencido que pode apresentar risco a minha vida. Qual é a responsabilidade do gestor para com o funcionário?”, indagou.

 

Ainda de acordo com a denúncia, a Guarda Municipal, que está prestes a receber armamento, também estaria utilizando outros equipamentos em más condições.

“Os rádios da Guarda Municipal estão sucateados e os agentes têm dificuldades em manter contato”, completa Hoffmann.

 

A Guarda Municipal de Rio do Sul disse, através do comandante Robson Ferreira, em comunicado oficial, que a validade de seis anos, estipulada pela fabricante, não indica que os coletes estariam inutilizáveis após esse período.

“Esse tipo de situação é muito comum inclusive na Polícia Militar que utiliza o equipamento mesmo depois do vencimento estabelecido pela fabricante”, argumenta Ferreira.

 

Conforme o comandante Ferreira, no curso de armamento que os agentes da Guarda Municipal participaram em agosto do ano passado, os instrutores reiteraram a questão do vencimento dos coletes.

“No curso, os instrutores afirmaram que a utilização dos equipamentos após o período do vencimento é comum, sendo que o colete não perde a eficácia depois de seis anos de uso”, afirma.

 

Compra de novos equipamentos

 

No comunicado, a Guarda Municipal afirma que a licitação para a compra de novos equipamentos, inclusive os coletes balísticos, foi realizada no final de 2019 e que a empresa tem 90 dias para entregar os equipamentos. “Em fevereiro vence o período para a entrega dos equipamentos, que deve ser cumprido pela empresa”, finaliza Ferreira.