Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A diretoria da Fundação Hospitalar Alex Krieser, de Agrolândia, teve um conquista importante após meses de trabalho. A unidade conseguiu novamente o Certificado do Conselho Regional de Medicina (CRM) e com a documentação em mãos protocolou junto a Secretaria de Estado da Saúde o pedido para contratualização com o SUS, o que traria mais equilíbrio financeiro ao hospital.

O diretor administrativo Anderson Füechter, conta que desde 2019 o hospital, que é filantrópico, passava por um período de dificuldade, mas o serviço nunca deixou de ser prestado. Como há dois anos a unidade não estava mais credenciada ao SUS por uma série de problemas, não recebia pelos cerca de 1.300 atendimentos mensais prestados à população. “Nunca deixamos de atender, mas esses atendimentos eram custeados com recursos próprios da instituição e pela prefeitura que faz um repasse mensal”, disse.

Ele explica que desde que a nova diretoria assumiu a entidade em janeiro, iniciou um trabalho para resolver todas as pendências como conseguir até mesmo o alvará sanitário. “Faltava o certificado do CRM, o próprio alvará sanitário, não tinha as negativas de débitos com a União. Tínhamos diversos problemas tanto financeiros quanto documentais e foi um processo lento para regularizar tudo, foram várias etapas”.

Agora a diretoria aguarda a finalização do processo para a contratualização com o SUS, o que trará mais equilíbrio financeiro. “Na prática a gente presta o serviço, mas não recebe então isso vai nos permitir ter uma receita para equilibrar as despesas mensais. Acreditamos que será um processo rápido e até início de novembro já estejamos contratualizados”, completa.

Vitória judicial para abatimento de dívida

O diretor revela ainda que outra conquista recente foi uma vitória judicial contra a União para o abatimento de parte da dívida da unidade. “O hospital tinha uma dívida com a União de R$ 1,7 milhão que era a que mais pesava no orçamento. Através de uma decisão judicial questionamos e pedimos uma recuperação fiscal pelo fato de ser filantrópico. Ele se tornou filantrópico só em 2019, mas o pedido foi feito em 2015 e os benefícios tem que ser concedidos desde o seu pedido. Antes de ter o direito a filantropia o hospital é visto como uma empresa privada e tem que cumprir com todas as questões fiscais, entre elas o imposto patronal”.

Com a decisão o abatimento da dívida ultrapassa R$ 1 milhão.