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Depois de mais de 40 anos à frente do Hospital e Maternidade Dona Lisette, em Taió, a Comunidade Luterana passará a gestão da unidade hospitalar para o Instituto Vidas, de Timbó, a partir do dia 1º de agosto. A decisão foi oficializada na última quarta-feira (26) durante uma reunião entre Administração Municipal, representantes do instituto e funcionários do hospital.

De acordo com o prefeito de Taió, Almir Guski, as reuniões entre o Município e o Instituto Vidas já começaram há sete meses. Com a parceria fechada, a Prefeitura agora fará um repasse mensal de R$ 321,600.00 ao hospital. O novo valor foi acertado durante a reunião de quarta-feira, e será utilizado para custear diversos serviços hospitalares e pelo menos 15 especialidades médicas. “É uma mudança já aguardada há mais de 40 anos, aonde o hospital vai novamente oferecer serviços hospitalares. Nós vamos oferecer toda a equipe do pronto-socorro, com médico plantonista, médico de sobreaviso, médico internista, enfermeiro, recepcionista e também uma técnica de enfermagem”, conta o chefe do Executivo.

O novo repasse ao hospital – que antes era algo em torno de R$ 380 mil – também servirá para custear a área de obstetrícia, o que permitirá o nascimento de crianças no município através do Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora a gente fechou um pacote todo, inclusive com a obstetrícia, para o nascimento das crianças aqui pelo SUS, por um pacote de R$ 321,600.00”, ressalta o chefe do Executivo.
Segundo o presidente do Hospital e Maternidade Dona Lisette, Rolando Martin Beck, o local continua sendo propriedade da Comunidade Luterana, e o Instituto Vidas cuidará apenas da parte administrativa. Para ele, isso significa muito mais recursos e outros diversos benefícios para a unidade hospitalar. “São mais exames, médicos e aparelhagem, porque eles trabalham em rede. O instituto tem todos os profissionais e equipamentos necessários”, conta Beck.

Próximos passos

O diretor-presidente do Instituto Vidas, Richard Choseki, aproveitou a reunião para ressaltar alguns dos objetivos que estão previstos para a nova gestão do hospital. Ele acredita que, até o fim do ano, cerca de 200 cirurgias, 600 exames e 500 consultas médicas sejam realizadas. Choseki ainda afirmou que serão necessários pelo menos 90 dias para que as novas ações sejam implementadas.

Já o prefeito Almir Guski conta que os detalhes finais sobre essa nova fase da Saúde em Taió serão definidos durante uma sessão extraordinária, que deve ser realizada nesta sexta-feira (28), na Câmara de Vereadores. “Agora nós estamos na fase de contratação, de geração de contratos, de mandar para a Câmara de Vereadores avaliar”, conclui Guski.

O Instituto Vidas

Criado em 2011, o Instituto Vidas tem como objetivo promover a equidade na atenção integral à Saúde, reduzir as desigualdades locais e regionais, e ampliar o acesso da população à ações e serviços de qualidade. O instituto também busca efetivar a atenção básica como porta de entrada do cidadão do SUS, promover a articulação com os demais órgãos da Saúde, e garantir a integralidade do atendimento gratuito.

Carolina Ignaczuk