Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Após alguns dias fechado por problemas na escala médica e aparelho de raio-x, o Hospital do município de Vitor Meireles, no Alto Vale, foi reaberto na primeira hora desta quinta-feira (30). A instituição se comprometeu em fazer as adequações solicitadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) em seis meses, se a proposta não for cumprida a unidade poderá sofrer um novo fechamento.

As melhorias exigidas foram: um aparelho de raio-x e um médico a cada 48 horas. De acordo com o presidente da Associação Hospitalar Angelina Meneghelli, que administra o hospital, Vilmar Morguenroth, as demandas já estão sendo resolvidas. “Assumimos o compromisso de instalar um aparelho de raio-x em seis meses, deixar pronto para trabalhar e adequar a escala médica com os profissionais aqui no hospital. O investimento total do raio-x vai ficar em torno de R$280 mil e temos um aumento para adequar a escala médica de R$20 mil por mês”, explica.

Atualmente a instituição se mantém com repasses mensais feitos pela Administração do Município, cujo valor é de pouco mais de R$109 mil. Vilmar afirma que apesar de ser um hospital pequeno, as despesas são bastante altas e um aumento já está sendo discutido.

Questionado sobre a importância dos serviços prestados à comunidade, ele explica que apesar das dificuldades em alinhar soluções para as exigências feitas ao funcionamento do hospital, um novo fechamento seria ruim por questões de locomoção e atendimento a pessoas de municípios vizinhos também. “O município é bem distante e se não tiver um hospital aqui fica difícil para se locomover até Ibirama, Rio do Sul ou Presidente Getúlio. Além disso, nós atendemos também, Barra da Prata na divisão com Santa Terezinha e Itaiópolis, que não pertence ao município, mas que utiliza dos nossos serviços” enfatiza.

O presidente da Associação Hospitalar ainda explica que fazer as adequações solicitadas pelo Conselho Regional de medicina (CRM) é importante para manter o Hospital de portas abertas. “Eles já deixaram bem claro que teremos que nos enquadrar no que pediram para não haver problemas”, completa.

Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale, na semana passada, Vilmar ainda afirmou que durante a interdição, o CRM determinou que somente casos em que o paciente apresentasse risco de morte poderiam ser atendidos.

Ele ainda disse que não concordou com a interdição e que isso teria prejudicado ainda mais a população. “A gente não concordou com a interdição. Eles exigiam um raio-x e um médico a cada 48 horas, o que é praticamente impossível numa cidade como Vitor Meireles, no interior”.

Sobre a instalação de um raio-x, a auxiliar administrativa do hospital, Isabel Borghesang Morghenroth explicou que a compra já estava encaminhada. “A gente recebeu uma emenda de um deputado no valor de R$ 100 mil e o restante da quantia, mais 180 mil com a instalação será repassada pela prefeitura. Tudo já estava encaminhado, inclusive o técnico já tinha vindo ao hospital fazer a medição da sala”.

Isabel comentou ainda que durante os dias de interdição poucas pessoas procuraram a unidade, mas os casos que surgiram foram encaminhados aos Postos de Saúde ou ao Hospital Dr. Waldomiro Colautti, em Ibirama.