Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O hospital de Vitor Meireles, que foi interditado há alguns dias pelo Conselho Regional de Medicina por problemas na escala médica e falta de um aparelho de Raio- X, pode retomar os atendimentos nos próximos dias. A direção da unidade disse que já encaminhou toda a documentação necessária e só aguarda o parecer do CRM.

O hospital é administrado pela Associação Hospitalar Angelina Meneghelli e mantido com o a ajuda da Prefeitura que faz um repasse mensal para o custeio. Em 2019 foram 11 atendimentos e em 2020 cerca de 9.112 atendimentos, sem contar o número de internações. Com a interdição a população precisou se deslocar para outras cidades. Durante a interdição o CRM determinou que somente casos em que o paciente apresente risco de morte poderiam ser atendidos.

O presidente da Associação Hospitalar, Vilmar Morguenroth, declarou que a unidade não consegue cumprir as exigências do CRM e que a interdição prejudicou ainda mais a população. “A gente não concordou com a interdição. Eles exigiam um raio-x e um médico a cada 48 horas, o que é praticamente impossível numa cidade como Vitor Meireles, no interior”, disse.

Ele comenta que para resolver a situação e reabrir a unidade, em uma reunião ficou acertado que a prefeitura vai repassar um valor maior que será utilizado para a contração de mais médicos e que cada um vai trabalhar durante uma semana na cidade. “Serão quatro médicos por mês e não a cada 48 horas como eles exigiam antes”, completa Vilmar.

Já em relação a exigência de instalação de um raio-X, a auxiliar administrativa do hospital, Isabel Borghesang Morghenroth explica que a compra já estava encaminhada. “A gente recebeu uma emenda de um deputado no valor de R$ 100 mil e o restante da quantia, mais 180 mil com a instalação será repassada pela prefeitura. Tudo já estava encaminhado inclusive o técnico já tinha vindo ao hospital fazer a medição da sala”.

Ela afirma que toda a documentação com as medidas adotadas para a regularização foram encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina que vai avaliar e liberar ou não os atendimentos na unidade. “Eles vão analisar e dar a autorização para liberar. Daí com essa autorização aguardamos o alvará sanitário da Vigilância”.

Isabel comenta ainda que durante os dias de interdição poucas pessoas procuraram a unidade, até porque os moradores sabiam do fechamento, mas os casos que surgiram foram encaminhados aos Postos de Saúde ou ao Hospital Dr. Waldomiro Colautti em Ibirama. “Mas a equipe médica e de enfermagem ficou no hospital todos estes dias e estamos na expectativa da liberação nos próximos dias”, finaliza.