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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Como já era previsto, o início do ano está sendo de muita procura no Pronto Socorro do Hospital Regional Alto Vale (HRAV). Nos primeiros dias do ano a média foi de pouco mais de 200 atendimentos diários e o tempo de espera para pacientes não classificados como emergência é de até cinco horas.

A enfermeira e coordenadora do Pronto Socorro, Valéria Petris, explica que esse foi um recorde e acredita que o aumento é reflexo do fechamento de unidades básicas de saúde em alguns municípios

“Conforme nós prevemos nas semanas anteriores, os primeiros dias de janeiro no Hospital Regional bateram recorde de atendimentos, em 24 horas foram 203 atendimentos no Pronto Socorro e com atendimentos particulares e de Unimed passamos de 300. Tivemos um tempo de espera em pacientes não enquadrados como emergência, superior a cinco horas, pedimos atenção e colaboração da população para que entendam que será necessário esperar mais tempo que o previsto”.

Valéria explica que assim que o paciente chega ao Pronto Socorro uma enfermeira faz a triagem para verificar em qual classificação se enquadra, de acordo com o protocolo estabelecido pelo Estado de Santa Catarina.

“Ao chegar ao Pronto Socorro, o paciente é classificado de acordo com o protocolo de Santa Catarina, com as queixas dele, com os sinais vitais que apresenta e é definida a prioridade do atendimento. Considerando que a nossa prioridade é atender pacientes em situação de emergência e depois as com classificação menos graves, alguns esperam um pouco mais”, comenta.

Para ela, diversos atendimentos realizados na instituição poderiam ter sido feitos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e até unidades básicas.

“Nós tivemos nas últimas horas pacientes com queixas que podiam ser atendidas em UPA ou consultórios de Unidades Básicas, mas o que reflete no número de atendimentos é que muitas das unidades ainda não voltaram com atendimento normal. Então, a tendência é que o número de atendimentos siga alto”,completa.

Segundo o que foi informado pela instituição, o aumento não teria relação com síndrome gripal, além disso foi colocado mais um médico na UPA em horário estendido até 22 horas para melhorar o atendimento.