Cidade
Foto: Arquivo/DAV

Um impasse envolvendo o repasse de R$ 760 mil reais tem gerado polêmica em Rio do Sul. O Hospital Regional Alto Vale cobra a quantia do município alegando que o dinheiro de emendas parlamentares que eles teriam recebido seria da unidade, já a Secretaria de Saúde afirma que o pagamento é destinado ao Fundo Municipal de Saúde. O caso foi tema de um pedido de informações na Câmara de Vereadores e deve ter um desfecho nos próximos dias.

O impasse veio à tona por meio do vereador Marcos Zanella que atua também como advogado do HRAV e segundo ele, a direção teria o procurado para que ele investigasse a situação. Ao checar as informações ele constatou que os valores vieram com número de cadastro do próprio Hospital Regional e também do Hospital Samária que também seria outro beneficiado.

“Meu pedido de informação veio em decorrência de receber da direção do hospital a informação de que as emendas que haviam sido pagas em agosto de 2018 não chegaram para o hospital. As emendas vêm carimbadas, e tem uma portaria do Ministério da Saúde que diz para que a emenda vem. Nesse caso essa emenda veio para o incremento do teto da média e alta complexidade, e para quem vem que seria a entidade de saúde destinatária, sendo que o número cadastrado era o do hospital. A transferência é feita de fundo a fundo, do fundo nacional passa para o municipal, e esse faz o contrato com a entidade beneficiada para fazer o repasse”, explicou o vereador.

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Em relação aos contatos feitos com a Secretaria de Saúde para resolver a situação o mais breve possível o vereador comentou ainda que fez algumas ligações, mas recebeu respostas diferentes.

“O Hospital Regional e vários outros do estado tem um serviço chamado de assessoria para cuidar disso e pedir informações complementares para os parlamentares. Nós entramos em contato e a assessoria disse que o valor estaria disponível, a gente mandou um ofício pedindo essas emendas em agosto do ano passado. Por ligação num primeiro momento, foi dito que já havia sido pago, fato que não aconteceu e em um segundo momento, a Secretária disse que o destino das emendas foi modificado por meio de e-mails enviados pelos próprios parlamentares, mas eu não vejo como mudar o destino da emenda se isso está previsto em uma própria portaria”, afirmou.

Já a secretária de Saúde de Rio do Sul, Sueli Terezinha de Oliveira, alegou que recebeu orientação dos deputados que mandaram as emendas e que, inclusive esses valores eram destinados a saúde do município.

“Essa situação surgiu no ano passado quando recebemos um valor de emendas parlamentares dos deputados, e o valor foi cadastrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, CNES, do Hospital Regional porque não abria o CNES da Secretaria de Saúde. Ainda no ano passado fomos até o hospital com a diretoria, com a papelada que comprova que o valor seria destinado ao custeio da Secretaria de Saúde. Estou esperando o pedido de informação do vereador, que eu não recebi ainda, mas isso deve ser esclarecido o quanto antes”, destacou.

Em relação à divergência de informações Sueli salientou que tudo isso pode ser comprovado analisando vários e-mails enviados e recebidos dos deputados.

“Na verdade, como foram cadastrados no CNES do hospital talvez eles tenham que prestar conta porque foi cadastrado o valor, mas o hospital não recebeu porque o recurso era da Saúde e isso eu tenho comprovado por meio de vários e-mails e documentação, acredito que vamos acertar essa situação com o hospital até porque sempre fomos muito parceiros”, comentou.

Agora a secretária diz que aguarda receber o pedido de informação protocolado pelo vereador Zanella.

“Não sei exatamente o que o vereador vai colocar no pedido de informação, se precisar iremos novamente ao hospital, porque a parceria entre a Saúde e o hospital não irá parar ate porque temos uma parceria muito grande e isso tudo será resolvido de forma amigável”, esclareceu.

Tatiana Hoeltgebaum