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A redução no número de pacientes internados com suspeita ou confirmados por covid-19 possibilitou a retomada das cirurgias eletivas no Hospital Regional de Rio do Sul. A decisão foi tomada pela diretoria da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi) e a direção técnica. De acordo com o diretor-técnico da instituição, o médico Marcelo Vier Gambetta, a princípio estão sendo chamadas as pessoas que já estavam com o procedimento agendado, antes da última suspensão.

“Agora com uma situação mais confortável, pelo menos na nossa região com um número baixo de pacientes com suspeita ou internado na enfermaria do quinto andar optamos então por dividi-la em dois subsetores, um onde por ventura internarão pacientes com suspeita ou confirmação de covid liberando uma série de leitos para que a gente faça a retomada das cirurgias eletivas”, comentou Gambetta.

Todas as cirurgias haviam sido canceladas no mês de novembro e agora os procedimentos devem ser retomados conforme gravidade da doença disse Gambetta. “Historicamente já há um represamento nas cirurgias eletivas, mesmo em tempos normais já havia um grande número de cirurgias, e aí a gente vai acrescentar nessa fila praticamente um ano pois estamos aí caminhando para a metade de fevereiro e a pandemia começou em março, então com certeza há um número muito grande de pacientes que aguardam suas cirurgias eletivas. A princípio os pacientes que já tinham suas cirurgias agendadas e que foram canceladas em cima da hora devem ser os primeiros a terem elas realizadas, essas cirurgias são de responsabilidade do hospital fazer a chamada do paciente, e na sequência volta-se a cumprir a fila dentro do sistema de regulação onde há uma fila por prioridades então pacientes com doenças mais graves devem ser chamados prioritariamente e pacientes com doenças menos grave mais para a frente”, avalia.

O médico ressaltou que o retorno deve ser de forma lenta e acredita que a situação não deve voltar à normalidade até que a pandemia não esteja controlada. “É um começo lento pois vale lembrar que a gente segue com metade de uma unidade fechada que é o espaço onde hoje temos a UTI covid, então vamos trabalhar em uma velocidade menor que se trabalhava. Acredito que serão meses e meses até que a gente consiga voltar a uma situação de normalidade”, finaliza.