Alto Vale
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A Coordenadoria de Defesa Civil de Ibirama recebeu o relatório da análise geológica de áreas próximas a imóveis que estavam interditados, após a enxurrada que causou prejuízos e destruição ao município no fim do ano passado. A empresa responsável foi a KGEO-Geologia, de Rio do Sul, com expertise e experiência na avaliação de desastres naturais na região.

Ao todo, 23 pontos foram analisados, sendo que 10 deles que compreendem imóveis foram liberados para o retorno dos moradores. Os outros 13 espaços analisados exigirão estudos mais aprofundados, como estudo geológico para análise de estabilidade de taludes e levantamento planialtimétrico para análise do terreno. De todos os pontos analisados, apenas um não possui edificação.

Em relação aos imóveis, seis deles permanecem interditados, porém, os moradores poderão retornar às moradias após a realização dos estudos técnicos e a realização de obras estruturais, como muros de contenção, para estabilização dos taludes. Outros seis imóveis permanecem interditados e deverão ser demolidos. “São imóveis que sofreram danos estruturais graves e podem causar perigo ao retorno dos moradores. Algumas dessas famílias estão sendo atendidas pela Secretaria de Assistência Social e outras estão abrigadas em casas de amigos ou familiares”, destacou o coordenador de Defesa Civil de Ibirama, Maurélio de Andrade.

De acordo com a secretária de Assistência Social de Ibirama, Fabiani Tenfen Soberanski, duas famílias que perderam as casas estão sendo atendidas pelo aluguel social disponibilizado pela Prefeitura. “Esta semana, outra família também solicitou o benefício e a liberação está sendo analisada pelos técnicos da Secretaria”, explicou.

Apesar do desastre natural ter tido maior impacto na localidade do Ribeirão das Pedras, no bairro Areado, os estudos geológicos compreenderam pontos nos bairros Taquaras, Bela Vista, Nova Stettin, Centro e São Miguel.

Defesa Civil de Santa Catarina esteve em Ibirama

No fim da tarde de terça-feira (2) , o Chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, Coronel BM Aldo Baptista Neto, esteve na prefeitura de Ibirama onde se reuniu com o prefeito, Adriano Poffo, e corpo técnico no Departamento de Planejamento e da Coordenadoria de Defesa Civil de Ibirama.

O ponto principal da reunião foi a discussão de alternativas de suporte aos moradores que perderam as casas. “Tanto em nível estadual, como federal, temos um vácuo de políticas públicas para atender estas pessoas que, porventura, perderam seus imóveis devido aos desastres naturais. Existem algumas medidas que podem ser adotadas, porém, muitas vezes não suprem as necessidades dessas famílias”, explicou Neto.

Em relação a indenização financeira, não existe legislação que respalde o repasse de recursos públicos para este fim, exceto em situações onde a intervenção estrutural beneficie também estruturas públicas de uso coletivo, como estradas, por exemplo.

O prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, se comprometeu a encaminhar ao Governo de Santa Catarina um ofício de solicitação de construção de casas modulares para atender estas famílias, sendo que o local para a edificação desses imóveis ainda não está definido. Além disso, fará a solicitação para que a equipe geológica da Secretaria de Estado de Defesa Civil possa fazer estes estudos e sondagens complementares, evitando mais um ônus aos moradores ou ao município. “Estamos estudando todas as formas legais e possíveis para ajudar estas famílias. Mesmo que isto não seja responsabilidade do poder público, é nosso dever ir em busca de alternativas que possam dar um alento a estas pessoas”, finalizou.