Alto Vale
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A expressão “quem é seu namoradinho ou namoradinha na escola” é muito comum numa conversa de crianças com adultos. Os pais até podem achar engraçado, mas essa cena pode trazer consequências para os pequenos. Depois de atender uma ocorrência que envolveu duas crianças, a Secretaria de Assistência Social de Imbuia através do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) lançou nesta terça-feira (12) em parceria com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar e Secretaria Municipal de Educação, a campanha Criança Brinca, Não Namora.

A iniciativa da campanha é alertar pais, professores e a sociedade sobre os riscos de expor as crianças a condutas próprias de adulto. O intuito é que o debate aconteça para evitar consequências sérias como a erotização precoce e o abuso infantil. “Há pouco tempo passamos a conduzir um caso de um menino que estava assediando uma menina. Várias situações foram identificadas como incompatível com a prática de uma criança. Infelizmente a erotização é mais comum do que imaginamos e começa no incentivo ao uso de maquiagem, salto alto, danças sensualizadas, acesso a novelas e programas de tv inadequados para a idade, explica Priscila Piva, assistente social do CRAS.

A profissional pontua que a falta de supervisão dos pais em relação a conteúdo da internet também pode estimular atos adultos. “Existem várias formas de bloquear os acessos a conteúdos adultos no Google, Netflix e no You Tube. Há aplicativos que permitem condicionar o bloqueio dos acessos, que para uso solicitam senha ou que proíbem que a criança veja cenas que não conduz com a idade dela. Os pais ou responsáveis podem ainda acessar o histórico do celular e do computador para identificar o que elas estão vendo na ausência da família. Os pais precisam ficar vigilantes”, pontua.

A campanha lançada no Dia das Crianças terá várias frentes de trabalho envolvendo pais e professores e sociedade em geral. Serão distribuídos folders e confeccionadas faixas, banner e camisetas além da produção de vídeos para públicos distintos. A ação envolve o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente e a Secretaria de Educação.

“Precisamos iniciar um diálogo entre as famílias, professores e sociedade em geral, para orientar as crianças que namoro, casamento, beijo na boca e outros carinhos mais íntimos são atividades do universo adulto e que é preciso maturidade e responsabilidade para isso. É tarefa de todas e todos nós garantirmos uma infância protegida, seja como profissionais, cidadãos ou como família. Criança não namora e quem deve ensinar isso, são os adultos responsáveis e levar informação é nossa obrigação”, finaliza Claudia Ferreira, secretária de Assistência Social.